A Mazda deu um passo decisivo no desenvolvimento do seu sistema embarcado de captura de dióxido de carbono ao realizar, na terceira ronda da Super Taikyu Series 2026, um teste de demonstração que elevou substancialmente o desempenho da tecnologia Mazda Mobile Carbon Capture.
O ensaio marcou a primeira vez que o processo completo — captura, dessorção e armazenamento de CO2 — foi validado em condições reais de competição.
A marca já tinha revelado esta tecnologia no Japan Mobility Show de 2025, assumindo o objetivo de contribuir para a redução das emissões líquidas de CO2 até 2035. Agora, o teste em pista reforça a ambição de transformar o conceito numa solução aplicável a veículos de produção.

Sistema evoluído e integrado num carro de competição
Para esta demonstração, a Mazda equipou um modelo de competição com uma unidade de adsorção melhorada, um sistema de dessorção de CO2 e um novo tanque de armazenamento. O modelo competiu alimentado por HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado), combustível renovável que pode reduzir as emissões ao longo do ciclo de vida face aos combustíveis fósseis, dependendo da origem e do processo de produção.
Tal como no primeiro teste, realizado no final de 2025, o sistema utilizou zeólita porosa como adsorvente. Quando aquecida, esta estrutura liberta facilmente o CO2 capturado, permitindo que o calor dos gases de escape seja usado para dessorção. O dióxido de carbono libertado é depois comprimido por um compressor elétrico e armazenado num reservatório dedicado.
Resultados muito acima das expectativas
Durante as 24 horas da corrida, o sistema capturou 804 gramas de CO2, um valor 9,6 vezes superior ao obtido no teste anterior (84 gramas). Pela primeira vez, a Mazda demonstrou o funcionamento contínuo e integrado de todo o processo, validando o potencial da tecnologia em cenários de elevada exigência térmica e mecânica.

A combinação entre o uso de HVO e a captura ativa de CO2 permitiu, em determinados momentos, ultrapassar o nível de recuperação estimado para um veículo de produção típico. A marca sublinha, contudo, que estes resultados refletem condições controladas de competição e que ainda não existe um balanço de carbono completo para todo o ciclo de vida do sistema.
Próxima etapa: mais testes e maior robustez
Com os resultados agora obtidos, a Mazda entra numa nova fase de desenvolvimento, focada em aperfeiçoar o sistema em ambientes de competição, onde as cargas são mais elevadas e as condições mais severas. A marca pretende aprofundar a avaliação do potencial de redução líquida de CO2 na 7.ª ronda da Super Taikyu Series, marcada para novembro.
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