Na perspetiva histórica, cultural e industrial, o Toyota mais português de sempre pode até ser para muitos o Toyota Dyna, mas o eterno Toyota Land Cruiser (especialmente a mítica série BJ40 e a atual Série 70) tem uma ligação profunda e única a Portugal devido à icónica parceria com o grupo Salvador Caetano.
Inaugurada em 1971, a unidade da Toyota Caetano Portugal em Ovar foi a primeira fábrica da Toyota em toda a Europa. E, durante décadas, o chassis-cabina Dyna foi montado nesta fábrica, como a “ferramenta de trabalho” oficial de milhares de pequenos empresários, agricultores e feirantes de norte a sul do país.

A sua imagem de indestrutibilidade moldou o mercado nacional de comerciais ligeiros. Não muito diferente do Toyota Land Cruiser, o clássico todo-o-terreno (como o BJ40) marcou gerações nas zonas rurais portuguesas pelas mesmas razões: durabilidade a toda a prova.
Atualmente, a fábrica de Ovar mantém-se ativa e exclusiva a produzir e exportar o Land Cruiser Série 70 para mercados internacionais desafiantes.
O caso de sucesso australiano
A Toyota parou as encomendas em 2025 em mercados como o australiano, só porque não conseguia garantir prazos de entrega! Agora, voltou a abrir o livro de reservas para o Land Cruiser Série 70, um modelo que nunca deixou de vender em alguns países do mundo desde o seu lançamento… em 1984!
Apesar de ter sido lançado nos anos 80, o Toyota Land Cruiser Série 70 é atualmente fabricado em cinco fábricas, incluindo a unidade portuguesa da Toyota Caetano em Ovar. Em mercados como o australiano (e também em África), continua muito popular, sobretudo para trabalhos no campo e na agricultura.
O que mudou?
Nesta caso, para conseguir continuar a vender o carro do outro lado do mundo, a Toyota teve de fazer algumas alterações para cumprir as normas de emissões (o chamado Euro 6d, que também é usado na Austrália).
A principal novidade é a adição de um depósito de AdBlue de 20 litros. O AdBlue é um líquido que é injetado nos gases de escape para reduzir a poluição, nomeadamente os óxidos de azoto. Ou seja, o carro ficou mais limpo ambientalmente.
E o que é que não mudou?
O motor 2.8 turbo Diesel mantém a mesma potência: 201 cv e 500 Nm de binário.
A carroçaria continua a mesma, com o visual clássico dos anos 80.

O que desapareceu segundo a Toyota?
A caixa manual de 5 velocidades — por enquanto, só está disponível a caixa automática de 6 velocidades.
O depósito gigante de 180 litros da versão Troopcarrier (uma carrinha de 9 lugares) foi reduzido para 130 litros, igualando os restantes modelos.

Fontes: Carscoops/Salvador Caetano





















