A Honda e a Nissan estão a negociar uma possível parceria para desenvolver em conjunto um sistema operativo para veículos definidos por software.
A imprensa japonesa adianta que, depois de Toshihiro Mibe, CEO da Honda Motor Corporation, ter confirmado no início de julho que as duas marcas estavam “muito próximas” de formalizar um acordo, surge agora a indicação de que não se trata da fusão que, em tempos, poderia ter criado a quarta maior construtora mundial, mas sim de uma colaboração com impacto direto na arquitetura eletrónica dos veículos e no desenvolvimento conjunto de software.
Nas últimas semanas, as negociações evoluíram para um objetivo mais ambicioso: criar um sistema operativo comum para veículos definidos por software (SDVs). Fontes próximas ao processo indicam que a base tecnológica será fornecida pela Nissan, enquanto a Honda deverá assumir a integração e o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.
O sistema operativo de próxima geração é considerado uma peça central para veículos autónomos e semiautónomos, servindo de base para sistemas ADAS, gestão de sensores, atualizações Over‑the‑Air (OTA) e integração de serviços digitais. Ao desenvolverem a plataforma em conjunto, Honda e Nissan esperam reduzir custos, acelerar ciclos de desenvolvimento e recuperar competitividade num segmento onde têm perdido terreno.
A cooperação agora anunciada surge depois de, em 2024, Honda, Nissan e Mitsubishi terem assinado um Memorando de Entendimento para explorar uma estrutura comum de eletrificação e inteligência automóvel. A fusão nunca avançou e parte dos planos ficou suspensa. Com esta nova aproximação, o foco regressa à necessidade de colaboração estratégica num contexto em que competir isoladamente já não parece sustentável.
Até ao momento, nenhuma das marcas revelou detalhes técnicos ou prazos para avançar com o sistema operativo conjunto destinado a veículos definidos por software — uma tecnologia que promete rivalizar com as soluções de ponta desenvolvidas pelas marcas chinesas.
Leia também:
Nissan Leaf Nismo: o elétrico radical vai chegar à Europa















