O conselho de supervisão da Volkswagen, o maior construtor automóvel da Europa, aprovou por unanimidade um plano de reestruturação profundo, evitando a escalada de tensões com os sindicatos e com o governo da Baixa Saxónia, um dos acionistas mais influentes do grupo.
O acordo, considerado a maior transformação nos 89 anos de história da VW , prevê a eliminação de mais de 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de cortes acumulados. O futuro de quatro fábricas alemãs permanece em aberto, num cenário marcado por tarifas crescentes, excesso de capacidade industrial e concorrência agressiva das marcas chinesas.
A reestruturação inclui a análise de alternativas para as unidades de Emden, Zwickau, Hanover e Neckarsulm, que poderão ficar sem modelos para produzir na próxima década. O plano simplifica a estrutura do conglomerado e reduz a influência do conselho de supervisão — dominado por sindicatos e pela Baixa Saxónia — em decisões estratégicas.
“Este é um sinal forte para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos a assumir a responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, pelos nossos parceiros e pelos empregos da indústria em todo o mundo”, afirmou o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, em comunicado.
A empresa não detalhou o calendário dos cortes nem a distribuição entre marcas. No entanto, um relatório divulgado pela imprensa alemã descreve um encerramento faseado das quatro fábricas na Alemanha até 2034.
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