A VW elevou o tom na disputa comercial da Europa com a China, com Oliver Blume, CEO do grupo alemão, a solicitar à União Europeia que acelere a aplicação de tarifas mais altas sobre os veículos híbridos plug‑in chineses, alegando que o segmento está a ser rapidamente dominado por fabricantes da República Popular da China.
Segundo avança o “Automotive News Europe”, a VW a viver uma das maiores reestruturações da sua história recente, de forma a recuperar a competitividade num mercado automóvel sob forte pressão global, Oliver Blume defende que a UE “não tem tempo a perder” e por isso necessita de replicar, nos híbridos plug‑in, o modelo tarifário já aplicado aos elétricos chineses, que pode chegar a 35% além dos 10% de importação.
Para o CEO da VW, a regulamentação atual funciona bem no segmento totalmente elétrico, mas deixa os híbridos plug‑in vulneráveis à concorrência chinesa, que combina preços agressivos com forte capacidade industrial. O executivo recordou ainda que o Grupo VW reviu em baixa as previsões de receita para 2026, pressionado pelas tarifas norte‑americanas e pela ofensiva comercial da China.
Europa acelera defesa industrial
Com a procura interna chinesa em queda, os fabricantes chineses intensificam a aposta na Europa, onde veem a exportação como única via de crescimento. Bruxelas acusa Pequim de distorcer o mercado com subsídios elevados e estuda novas tarifas sobre híbridos plug‑in.
Para contornar futuras barreiras, várias marcas chinesas já ponderam produzir diretamente na Europa. Blume, por sua vez, pede que a UE avance rapidamente com medidas abrangentes no âmbito da estratégia Made in Europe, reforçando produção, tecnologias‑chave e cadeias de abastecimento dentro da região para proteger a competitividade e a autonomia industrial europeias.
Recorde-se que a UE acusa a China de conceder altos subsídios aos seus fabricantes de automóveis, o que, segundo a Europa, cria concorrência desleal. Bruxelas quer proteger a indústria europeia dessa prática com tarifas e novas regulamentações.
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