A Volkswagen enfrenta a mais dura reestruturação da sua história, com o possível despedimento de cerca de 100 mil trabalhadores e o encerramento inédito de quatro fábricas na Alemanha, segundo um documento interno citado pela revista económica alemã “WirtschaftsWoche”.
O relatório, intitulado “Relatório sobre a Resolução Conceitual do Conselho de Supervisão”, descreve um plano de encerramento faseado das fábricas de Emden, Zwickau, Hanover e Neckarsulm ao longo da próxima década. A produção em Emden e Zwickau terminaria em 2031, seguindo‑se Hanover em 2032 e Neckarsulm em 2034.
Cada fecho está associado à transferência dos modelos sucessores para outras fábricas do grupo: O ID. Tiguan, sucessor do ID.4, passaria para Mladá Boleslav (Škoda), na República Checa. Já o substituto do Q4 e‑tron mudaria para Bratislava, na Eslováquia, enquanto a van elétrica B‑Space (T8) seria produzida em Poznań, na Polónia e o sucessor do Audi A8 passaria para Leipzig, na Alemanha.
A publicação adianta que o conselho de administração aprovou unanimemente o “conceito de transformação geral do Grupo VW”, justificando a reestruturação com a necessidade de estabilizar a classificação de crédito, reduzir custos de capital e adaptar o grupo a um mercado em rápida mudança. O documento alerta que os modelos e estruturas atuais já não garantem competitividade a longo prazo.
A VW prevê ainda uma queda nas entregas globais para 8,5 milhões de veículos em 2026, tendência já visível nos resultados do primeiro semestre. Em julho, a marca tinha admitido reduzir a sua gama de modelos até metade, sem detalhar então eventuais cortes laborais ou encerramentos de fábricas.
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