Esqueça o elétrico: o futuro do colecionismo ainda cheira a gasolina! Este Gordon Murray T.50 acaba de ser vendido por incríveis 8 milhões…
O universo dos supercarros artesanais acaba de assistir a mais um momento histórico. Um Gordon Murray Automotive T.50, com cerca de 48 quilómetros no odómetro, trocou de mãos por 8,035 milhões de dólares durante um leilão organizado pela Broad Arrow Auctions no California Mille. O número é estrondoso: quase o triplo do preço original de tabela, fixado à volta dos 3 milhões de dólares, e um salto de quase 2,4 milhões face ao valor obtido por uma unidade prateada em dezembro de 2025.
O exemplar leiloado, o chassis número 009 de uma série limitadíssima de 100 unidades, representa a derradeira tentação para colecionadores. Pintado de vermelho, está equipado com o motor V12 de 3.9 litros atmosférico, desenvolvido pela Cosworth, que promete uma experiência puramente analógica. Curiosamente, o T.50 não cumpre as normas de emissões e segurança rodoviária dos Estados Unidos, sendo elegível apenas para circulação ao abrigo da exceção Show or Display — uma limitação que não arrefeceu o ardor dos licitadores.
A ascensão meteórica do valor do T.50 ecoa o percurso do seu antepassado espiritual, o McLaren F1. Ambos nasceram da mente de Gordon Murray, ambos desafiam a tendência de digitalização extrema e ambos estão a transformar-se em peças de coleção muito mais rapidamente do que se imaginava. “Este resultado é mais uma demonstração espetacular da força do mercado de supercarros entre os colecionadores mais ativos”, afirmou a leiloeira, sublinhando a raridade quase inatingível do modelo.
Venda solidária
A venda teve ainda um ângulo solidário: uma parte do valor angariado reverterá para a California Highway Patrol 11-99 Foundation e para o programa de restauro automóvel da McPherson College, o que pode ter concedido algumas vantagens fiscais ao comprador.
Resta saber se o novo proprietário vai ceder à tentação de guardar o T.50 como uma escultura intocável ou se vai fazer jus à filosofia de Gordon Murray e levá-lo para a estrada — onde aquele V12 pode finalmente respirar como merece.





















