O Ferrari Luce foi oficialmente apresentado na China e a estreia do polémico primeiro modelo elétrico de Maranello no maior mercado automóvel do mundo não podia ter corrido melhor.
As 88 unidades destinadas ao país — todas numeradas — esgotaram de imediato, confirmando que, apesar das críticas, o elétrico italiano continua a ser um íman para colecionadores.
O lançamento trouxe ainda um detalhe inesperado: o Luce chegou ao mercado chinês por 3.988.000 yuans (cerca de 514.400 euros), um valor inferior ao preço europeu de 550.000 euros, algo pouco habitual num país onde os impostos sobre bens de luxo tendem a inflacionar os preços.
A receção calorosa surge num momento delicado para a Ferrari, que tem perdido espaço na China perante a ascensão dos superdesportivos elétricos locais. Modelos como o Yangwang U9, da BYD, ou o Hyptec SSR, da GAC, exibem argumentos sólidos: mais potência, aceleração superior e preços significativamente mais baixos.
Ainda assim, mesmo com a polémica em torno do design e da transição elétrica, o Luce mantém o estatuto de objeto de desejo. Desta forma, o facto de ter esgotado as 88 unidades destinadas ao mercado chinês, a Ferrari mostra que, apesar da pressão dos novos rivais chineses, a marca de Maranello continua a conseguir mobilizar os seus fãs sempre que apresenta um novo modelo.
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