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Há cada vez mais probabilidades dos veículos elétricos chineses importados para a Europa serem sujeitos a direitos aduaneiros, depois da Comissão Europeia ter anunciado que dará início ao registo aduaneiro dos veículos elegíveis.

A Comissão Europeia está atualmente a levar a cabo uma investigação anti-subsídios sobre os veículos elétricos chineses e planeia concluir a investigação em novembro, altura em que determinará se deve impor tarifas para proteger os fabricantes de automóveis locais.

No início desta semana, a Comissão declarou que dará início ao registo aduaneiro das importações de VEB chineses no dia seguinte à publicação do plano no Jornal da União Europeia, o que deverá acontecer na próxima semana. A Comissão afirma ter provas suficientes para demonstrar que os veículos elétricos chineses estão a ser subsidiados e salientou que as importações aumentaram 14% em termos anuais desde que a pesquisa foi iniciada em outubro. Acrescentou ainda que os fabricantes de automóveis sediados na UE poderão ser prejudicados se as importações chinesas continuarem a crescer ao ritmo atual, observando que este prejuízo poderá ser difícil de reparar.

A Câmara de Comércio da China para a UE não está satisfeita com a notícia, refere a Auto News. Diz estar desapontada com a medida e acredita que o aumento das importações reflete, simplesmente, a crescente procura europeia de veículos eléctricos.
A investigação visa verificar se os veículos eléctricos fabricados na China recebem subsídios estatais que acrescentam uma vantagem injusta na fixação dos preços de retalho na Europa, em comparação com as marcas europeias que não recebem subsídios estatais. Empresas automóveis como a BYD, a Geely e a SAIC estão todas sob o foco da investigação e, em janeiro, os investigadores visitaram as instalações destas marcas para verificar as respostas dadas pelas empresas nos questionários da Comissão.

Ricardo Carvalho

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