O Calendário Pirelli 2027 inaugura uma nova fase na história do The Cal, ao apresentar pela primeira vez um elenco inteiramente indiano, numa edição que presta homenagem ao fotógrafo Raghu Rai.
Pioneiro do fotojornalismo no país e autor de mais de cinco décadas de documentação visual da Índia, Raghu Rai faleceu em abril, aos 83 anos. A edição de 2027 transforma‑se, assim, num tributo à sua visão, agora reinterpretada pela filha, Avani Rai, que assumiu o projeto após a sua morte.

Uma edição histórica
O calendário deste ano é o primeiro totalmente fotografado na Índia, resultado da colaboração entre Sølve Sundsbø — conhecido pela estética experimental e pela manipulação inovadora da luz — e Avani Rai, que traz uma perspetiva interna, profundamente ligada à cultura indiana.
A união destas duas linguagens visuais cria uma narrativa que procura captar a essência do país: cores intensas, rostos marcantes, contrastes profundos e uma energia visual que reflete a diversidade e a vitalidade da Índia contemporânea.
O elenco reúne algumas das figuras indianas mais reconhecidas globalmente, entre elas Bhavitha Mandava, Padma Lakshmi, Anoushka Shankar e Freida Pinto, todas selecionadas por Sundsbø para representar a Índia cosmopolita, criativa e influente.

Um tributo cultural que une gerações
A edição de 2027 do The Cal transcende a estética. É um retrato da Índia que vive entre tradição e modernidade, espiritualidade e movimento, silêncio e intensidade. Ao combinar o olhar externo de Sundsbø com a sensibilidade de Avani Rai, The Cal inaugura uma abordagem mais plural, humana e global, reforçando a capacidade da fotografia de unir gerações e sensibilidades.
O resultado é um calendário que celebra a profundidade cultural da Índia e eterniza o legado de Raghu Rai, reafirmando o papel do Calendário Pirelli como plataforma artística de referência.

Recorde‑se que o calendário da fabricante de pneus foi lançado em 1964, com fotografias de Robert Freeman, conhecido pelas imagens dos Beatles. Desde então, The Cal evoluiu de um formato clássico — inicialmente com mulheres totalmente vestidas — para uma linguagem mais ousada, que ao longo dos anos se transformou e se adaptou às mudanças culturais e artísticas.
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