A Adamastor continua a aprimorar o Furia, o primeiro superdesportivo português, e, para além dos testes de estrada, a marca regressou ao Autódromo Internacional do Algarve para realizar novos testes dinâmicos.
Neste regresso ao circuito algarvio, o superdesportivo voltou a colocar à prova o seu motor V6 biturbo da Ford Performance, capaz de debitar mais de 750 cv de potência e 1000 Nm de binário máximo.
Durante estes testes, os engenheiros da Adamastor voltaram a analisar a telemetria, uma vertente absolutamente crucial para compreender o comportamento do veículo e identificar onde e como devem ser implementadas correções ou melhorias.

No elaborado fundo do Furia foram instalados sensores de altura ao solo e de pressão, com o objetivo de avaliar a distribuição de cargas e quantificar o downforce gerado em função da velocidade. Nesta mais recente visita ao circuito de Portimão, a Adamastor confirmou que foram superados os valores de aceleração lateral previstos em simulador, tendo sido atingidas forças de 2,4 G em curva.
O controlo e a otimização das temperaturas de funcionamento do motor são igualmente fundamentais para garantir o nível de fiabilidade exigido. Ao longo do dia foram realizados diversos testes e implementadas melhorias no fluxo de ar, de forma a avaliar as melhores configurações possíveis.
Para se ter uma ideia da quantidade de informação gerada pelo Furia e recolhida pela Adamastor nas paragens na box, o superdesportivo produz 1 MB de dados a cada 43 segundos, provenientes de mais de 400 canais. A leitura das rotações do motor, por exemplo, gerou cerca de 1,3 milhões de data points apenas neste teste no Autódromo do Algarve.

Os resultados agora recolhidos vão permitir aos técnicos da Adamastor continuar a trabalhar na evolução do Furia, confirmando o elevado nível de performance, a fiabilidade do motor e a ampla margem de desenvolvimento que reforça a confiança da equipa no caminho traçado desde o início do projeto.
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