A Genesis quer sentar-se à mesa dos grandes. E o Magma GT Concept, “reapresentado” nesta edição das 24 Horas de Le Mans, é o bilhete de entrada da marca sul-coreana no clube mais exclusivo do automobilismo mundial.
A cor que mudou tudo
Quando o Magma GT surgiu pela primeira vez em novembro de 2025, vestia um chamativo Magma Orange. Para Le Mans, a Genesis trocou-o por um tom verde metalizado combinado com jantes em liga de cobre. E foi a melhor decisão que poderiam ter tomado. A nova cor realça as curvas do carro muito melhor do que o laranja de estreia.
As restantes atualizações incluem janelas laterais revistas, espelhos e puxadores das portas ligeiramente remodelados, aletas laterais redesenhadas e luzes traseiras em LED com um design mais plano.
O interior que não esperávamos
A grande revelação de Le Mans foi mesmo o habitáculo de dois lugares. E a Genesis surpreendeu. Em vez de seguir a moda dos ecrãs gigantes e do minimalismo digital, a marca coreana foi buscar inspiração na instrumentação dos carros de corrida do passado.
O destaque vai para um painel de instrumentos analógico, inspirado nos cronómetros das corridas de resistência. Acompanhado por três mostradores redondos na consola central, cria um ambiente que mais parece um cockpit de avião do que um interior de um GT. Um pequeno ecrã integra os comandos físicos do sistema de climatização, com alguns interruptores situados à frente do manípulo de alumínio da caixa de velocidades automática. Há ainda comandos circulares, grandes patilhas de mudança no volante, luz ambiente laranja e uma utilização generosa de estofos em pele acolchoada e Alcantara.
O motor que vai fazer história
Debaixo do capot, o Magma GT promete um motor V8 de 3.2 litros, uma derivação do utilizado no Hypercar da Genesis em Le Mans.
A marca sul-coreana não tem 50 anos de história no desporto automóvel. Não tem uma legião de fãs que juram pela herança das pistas. Por isso, está a construir essa história agora — e a fazê-lo da forma mais inteligente possível.



















