Portugal continua entre os países da União Europeia com maior mortalidade rodoviária, apesar dos progressos registados nos últimos anos. Em 2025, o país apresentou a quinta taxa mais elevada de mortes nas estradas da UE, com 51 vítimas mortais por milhão de habitantes, um indicador que continua acima da média europeia.
De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Comissão Europeia, perderam a vida 578 pessoas em acidentes rodoviários em Portugal durante 2025. Ainda assim, os números refletem uma evolução positiva: face a 2024, a sinistralidade mortal caiu 6%, enquanto a comparação com 2019 evidencia uma redução de 16%.

Portugal melhora, mas continua longe dos melhores
Apesar da descida do número de vítimas mortais, Portugal mantém-se entre os países com os piores resultados em matéria de segurança rodoviária. Apenas Bulgária, Roménia, Croácia e Letónia apresentaram taxas de mortalidade superiores.
No extremo oposto da tabela surgem os países considerados referência na segurança rodoviária europeia. A Suécia lidera com apenas 19 mortes por milhão de habitantes, seguindo-se Dinamarca (24), Estónia (31) e Irlanda (33).
Os dados mostram que, embora a tendência portuguesa seja favorável, o ritmo de melhoria continua insuficiente para aproximar o país dos Estados-membros mais seguros.
União Europeia falha meta intermédia
Em toda a União Europeia, registaram-se 19.350 mortes em acidentes rodoviários durante 2025, menos 3% do que em 2024 e menos 15% face a 2019.
Apesar deste progresso, Bruxelas alerta que a maioria dos Estados-membros não está no caminho certo para cumprir a meta de reduzir para metade o número de mortes e feridos graves até ao final da década. Segundo a Comissão Europeia, apenas Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Polónia e Roménia apresentam atualmente uma trajetória compatível com esse objetivo.
Idosos e estradas rurais continuam a ser os mais vulneráveis
A análise da Comissão Europeia revela ainda que as pessoas mais idosas continuam a estar entre os grupos mais afetados pela sinistralidade rodoviária. A maior parte dos acidentes mortais ocorre em estradas rurais, fora dos grandes centros urbanos.
O executivo comunitário chama igualmente a atenção para o impacto dos ferimentos graves. Por cada vítima mortal, estima-se que outras cinco pessoas sofram lesões graves, o que equivale a cerca de 100 mil feridos graves por ano em toda a União Europeia.
Além das consequências físicas, estes acidentes têm um forte impacto psicológico, social e económico nas vítimas e nas suas famílias, reforçando a necessidade de acelerar as medidas de prevenção e segurança rodoviária em toda a Europa.
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