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TESTE – DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne: Nova identidade

Virgilio Machado by Virgilio Machado
14/10/2026
in Atualidade, Destaques, Ensaios
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conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

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Com direito a mudança de nome (de DS4 para DS N°4), o renovado compacto francês reforça as suas ambições premium, apostando em melhorias cirúrgicas nas mecânicas e nos equipamentos. A par desta nova identidade, a marca lança a edição limitada Jules Verne, disponível na versão 100% elétrica e neste híbrido ligeiro a gasolina de 145 CV.

conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

Com 4,40 metros de comprimento, o novo DS N°4 substitui o DS4, a proposta dom grupo Stellantis para competir com compactos premium como o Audi A3 Sportback, o BMW Série 1 ou o Mercedes-Benz Classe A (este último com futuro incerto, segundo várias fontes). Além desta concorrência de elite, o seu público-alvo também considera alternativas como o Lexus LBX e o Volkswagen T-Roc, crossovers focados na versatilidade de utilização, com dimensões semelhantes e um equilíbrio competente entre conforto e dinâmica.

Em Portugal, o nosso protagonista não é uma visão comum nas ruas, talvez porque nunca foi barato (embora esta nova versão tenha sofrido alguns ajustes de preço) ou porque o seu segmento (C) está em declínio devido à forte presença dos SUV. Contudo, como descobrirá, é uma excelente opção para quem procura destacar-se do referido trio alemão.

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conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne
conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne
conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne
conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

Em primeiro lugar, é de facto um carro pouco visto, e embora isso possa exigir que alguns justifiquem a sua compra, não deixa de ter o seu mérito numa altura em que a tendência recai sempre nos suspeitos do costume. Sim, alguns podem recordar-se que a DS começou por ser Citroën DS. Afinal, a origem de tudo está no lendário DS 21, lembram-se? Mas, neste momento, a marca tem uma identidade própria e, embora não apresente todas as tecnologias mais recentes na Stellantis como antigamente, continua a apoiar-se naquele inegável savoir-faire francês em termos de acabamento e seleção de materiais, sobretudo a bordo.

Mimado

Este automóvel, curiosamente fabricado na Alemanha, foi mimado pelos seus criadores. Apesar da sua plataforma ser a mesma do Opel Astra (com o qual partilha a linha de produção) e Peugeot 308, e até apresente peças desses modelos (puxadores interiores das portas, comandos dos piscas e dos limpa para-brisas, para citar alguns), a sensação, uma vez acomodado no seu interior, é de mais requinte. Talvez um passo à frente dos seus congéneres de grupo.

Estofos, acabamentos decorativos, comandos dos vidros… Na “nossa” série especial Jules Verne, edição limitada que celebra o legado de um dos escritores mais ilustres de todos os tempos, o painel de bordo é revestido em Alcantara e gravado a laser, revelando um delicado esboço de uma rosa dos ventos numa referência à engenharia e ao espírito destemido dos exploradores. Além disso, se um Astra ou um 308 já impressionam neste aspeto, aqui as portas, particularmente as dianteiras, parecem vedar com aquele abafado, sólido e inconfundível bater de carros bem-feitos.

conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

Depois, para lhe conferir um ar renovado e adotar a nova nomenclatura da marca, estreada pelo topo de gama Nº8 com o seu toque distintamente francês (não acha?), o Nº 4 recebe uma nova dianteira (grelha com detalhes e emblema iluminados, luzes diurnas LED em formato V fechado, faróis refinados, incluindo LED Matrix, e novo para-choques), estreia desenhos das jantes e, embora de uma forma mais discreta, traseira revista (para-choques e bagageira, esta última com lettering sobredimensionado com o nome da marca e do modelo, o que nos parece algo excessivo).

Resumindo, o DS4 já era um carro interessante e agora tem ainda mais presença, por mais subjetivo que isto possa parecer. Mesmo com menos detalhes cromados do que antes, continua a parecer moderno e elegante, com um toque de coupé graças à sua linha de cintura elevada e aos pequenos vidros traseiros que, em alguns casos, podem dar a sensação de confinamento. Os puxadores exteriores das portas alinham-se automaticamente quando começa a conduzir.

conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne
conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

É também um produto bem equipado, principalmente nesta edição Jules Verne que acrescenta “mimos” como os bancos dianteiros aquecidos, refrigerados e com massagem, além de uma série de tecnologias de assistência à condução, incluindo o apoio ao estacionamento dianteiro e traseiro e câmara de marcha-atrás ou o travão de estacionamento elétrico automático. Em qualquer caso, a marca oferece um completo compêndio de itens de equipamento, alguns quase essenciais num automóvel deste porte, como o portão da bagageira com abertura mãos-livres. Aliás, a atualização trouxe melhorias no ADAS e noutras funcionalidades, como um painel de instrumentos digital maior. Além disso, abdicou também do pequeno ecrã táctil na consola central do seu antecessor, usado para digitar endereços de navegação ou números de telefone.

conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

Charme francês

Em breve, a gama será reforçada com um motor Diesel de 130 CV, mas, para já, o catálogo inclui uma versão híbrida Plug-in (225 CV; não disponível na edição Jules Verne), elétrica E-TENSE 100% (215 CV) e este híbrido ligeiro de 145 CV que, apesar do seu tamanho reduzido (1.2 litros, três cilindros), não deixa os seus créditos por mãos alheias. É certo que não tem um desempenho impressionante (as recuperações são algo lentas), mas o turbocompressor ajuda, assim como a transmissão automática de dupla embraiagem de seis velocidades. E por se tratar de um mild hybrid, permite manobrar ou circular em estradas planas sem utilizar gasolina.

Em suma, ideal para a cidade, onde pode consumir cerca de 5 l/100 km, e competente q.b. para uma condução em autoestrada a um ritmo tranquilo (aqui 6,5-7 litros), cenário propício para usufruir do que o DS tem de melhor, o charme das suas linhas, a suavidade da sua suspensão e a condução fácil.

Texto: Eduardo Cano – Fotos: Luís Duarte

conduzimos o DS N°4 Hybrid 145 Jules Verne

CONCLUSÃO

Extremamente confortável, não será a melhor alternativa para os condutores mais dinâmicos, mas é fácil de conduzir, bem construído, relativamente económico e com boa resposta, desde que não se exija demasiado. Esta edição Jules Verne enaltece ainda mais a vertente exclusiva e distinta do modelo.

 

FICHA TÉCNICA

DS N°4 HYBRID 145 JULES VERNE

TIPO DE MOTOR                           Gasolina, 3 cilindros em linha, turbo

CILINDRADA                                 1.199 cm3

POTÊNCIA                                     136 CV às 5.500 rpm

BINÁRIO MÁXIMO                        230 Nm às 1.750 rpm

TRANSMISSÃO                             Dianteira, caixa auto. 6 vel. (dupla embraiagem)

SISTEMA ELÉTRICO

TIPO DE MOTOR                          Síncrono de ímanes permanentes, dianteiro

POTÊNCIA                                    29 CV (21 kW)

BINÁRIO                                       55 Nm

BATERIA                                        Iões de lítio, 0,89 kWh

SISTEMA HÍBRIDO

TIPO DE MOTOR                           Gasolina-Elétrico, MHEV

POTÊNCIA (TOTAL)                       145 CV (107 kW)

BINÁRIO (TOTAL)                          N.D.

V. MÁXIMA                                   203 km/h

ACELERAÇÃO                                9,4 s (0 a 100 km/h)

CONSUMO (WLTP)                       5,2 l/100 km (misto)

EMISSÕES CO2 (WLTP)                 117 g/km (misto)

DIMENSÕES (C/L/A)                     4.400 / 1.830 / 1.470 mm

Tags: carros híbridosDSEnsaioHybridJules VerneNº4Teste
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