As vendas de automóveis novos na União Europeia cresceram 4% até maio, segundo os dados revelados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), com a VW a liderar as vendas no mercado europeu.
Os veículos totalmente elétricos conquistaram 20% de quota, um salto significativo face aos 15,3% registados no mesmo período de 2025. Já os híbridos elétricos consolidaram a liderança, representando 37,8% das novas matrículas.
Em sentido inverso, os motores tradicionais continuam a perder terreno. A quota conjunta de gasolina e gasóleo caiu para 30,1%, nos primeiros cinco meses de 2026, longe dos 38% de há um ano. A ACEA sublinha que incentivos fiscais e programas de apoio nacionais continuam a impulsionar a procura por modelos eletrificados — tanto modelos 100% elétricos como híbridos plug‑in.
Entre janeiro e maio, foram matriculados 950.521 veículos 100% elétricos, com crescimentos expressivos em mercados-chave: Itália (+75,7%), França (+55,4%) e Alemanha (+40,9%). A Bélgica registou um aumento mais moderado (+2,8%). Estes quatro países concentraram 63% de todas as matrículas de veículos totalmente elétricos.
Os modelos híbridos também reforçaram a sua presença, atingindo 1.795.071 unidades. Itália voltou a destacar‑se (+24,5%), seguida de Espanha (+19,5%), Alemanha (+5,4%) e França (+2,2%). Já os híbridos plug‑in somaram 460.217 matrículas, representando 9,7% do mercado — acima dos 8,3% de 2025 — impulsionados sobretudo por Itália (+84,9%) e Espanha (+46,5%).
No segmento dos motores convencionais, a queda foi generalizada. As vendas de gasolina recuaram 18,2%, com França a registar a descida mais acentuada (–36,8%). Espanha (–20,3%), Alemanha (–18,5%) e Itália (–17,3%) também registaram quebras significativas. A quota da gasolina caiu para 22,4%, face aos 28,5% do ano anterior. O gasóleo manteve a tendência descendente, com uma quebra de 16,6%, representando agora apenas 7,6% das novas matrículas.
No ranking de fabricantes, o Grupo VW manteve a liderança na UE, Reino Unido e EFTA, com 25,8% de quota, seguido pela Stellantis (15,5%) e pelo Grupo Renault (9,2%).
Entre os construtores com maior crescimento destacam‑se os fabricantes chineses. A BYD aumentou as matrículas em 145,2%, alcançando 2,3% de quota de mercado, enquanto a Chery disparou 316%, chegando aos 2,1%. Já a Tesla também registou um desempenho sólido, com um aumento de 57,2% e 2% de quota. Por seu lado o grupo Geely — que integra marcas como Volvo, Polestar, Lotus, Lynk & Co e Smart — cresceu 6,5%, com 176.676 unidades matriculadas nos primeiros cinco meses de 2026 atingindo 3% do mercado.
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