De acordo com o semanário WirtschaftsWoche, que cita um documento interno da Volkswagen, o plano já terá sido aprovado pelo conselho de administração e aguarda agora a chancela do comité de supervisão. A ideia é que a marca espanhola, fundada em 1950, seja retirada de forma ordenada até ao final da década.
Os números ajudam a explicar esta decisão. Em 2025, as vendas combinadas da Seat e da Cupra chegaram às 586.300 unidades, mas enquanto a Cupra cresceu 33%, a Seat caiu 17%. O grupo acredita que a Cupra, sozinha, pode atingir vendas anuais entre 500 e 600 mil carros.
Segundo a mesma fonte, a Volkswagen, entretanto, escusou-se a comentar oficialmente a notícia, limitando-se a dizer que os documentos internos são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes e que não iriam “contaminar o processo”.
Este desfecho, embora dramático para uma marca que está sob o controlo da Volkswagen desde os anos 80, já era esperado. A Cupra, que começou como uma linha desportiva da Seat, sempre foi vista como a prioridade do grupo, e a transição agora parece consumada.
















