Os construtores automóveis europeus saudaram o acordo provisório alcançado entre a União Europeia (UE) e a China para corrigir desequilíbrios comerciais no setor automóvel, considerando-o um passo importante para reduzir as tensões crescentes em torno da entrada de veículos híbridos chineses no mercado europeu.
Em comunicado, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) afirmou que acolhe com satisfação o entendimento anunciado por Bruxelas e Pequim, destinado a responder a distorções consideradas críticas nas relações comerciais entre ambas as partes.
Embora aguarde uma análise detalhada do conteúdo do acordo, a ACEA considera que o anúncio representa um sinal encorajador para evitar um agravamento das disputas comerciais entre a Europa e a China.
A diretora-geral da associação, Sigrid de Vries, alertou para os riscos de uma rápida desestabilização do mercado automóvel europeu, sobretudo se este viesse a ser afetado por guerras de preços semelhantes às que atualmente se verificam na China.
“Uma desestabilização súbita e acentuada do mercado europeu, acompanhada por guerras de preços como as registadas no mercado chinês, teria consequências altamente perturbadoras para a economia europeia”, sublinhou.
A responsável acrescentou ainda que o entendimento agora alcançado poderá facilitar uma transição mais equilibrada para uma nova fase da presença dos fabricantes chineses na Europa, protegendo simultaneamente a competitividade do setor automóvel europeu.
O acordo surge depois de a China ter aceitado reduzir de forma significativa as exportações de veículos híbridos para a União Europeia. Segundo anunciou em Pequim o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, a medida deverá impedir a entrada de milhões de automóveis deste tipo no mercado europeu ao longo dos próximos anos.
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