O Swift 1.2 S3 CVT Mild Hybrid é um dos últimos resistentes de uma espécie em extinção: pequeno citadino ágil, simples e eficiente, pensado para quem continua a valorizar a condução descomplicada, privilegiando a relação qualidade-preço e fiabilidade japonesa.
Quando a maioria dos seus rivais tem vindo a ganhar peso, potência e preço, num mercado cada vez mais dominado por SUV, o Swift mantém‑se fiel a uma fórmula quase clássica, de um “subcompacto” que começou a ser comercializado fora do Japão a partir de 2004 e que soma mais de 9 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Fiel ao seu ADN, a quarta geração Swift foi temperada com eletrificação suave e com uma caixa CVT vocacionada para o conforto urbano. Com 3,86 metros de comprimento, 1,73 de largura, 1,49 m de altura e uma distância entre eixos de 2,45 m, este Suzuki mantém proporções ideais para cidade, mas ganha traços mais maduros: faróis LED, grelha em colmeia e para-choques aerodinâmicos. A “nossa” versão S3 CVT ostenta jantes de 16″ polidas, bem como retrovisores rebatíveis com piscas LED. Ou seja, um visual mais refinado, que reforça o charme irreverente do Swift. A tudo isto, a marca nipónica junta um peso pluma de 957 kg, que assegura a tão desejada agilidade no pára-arranca citadino.
Prático e tecnológico
O habitáculo minimalista impressiona já que o Swift não tenta ser algo que não é. Os materiais são sobretudo rijos e orientados para a durabilidade, mas a montagem é sólida e a ergonomia bem pensada. Além disso, é mais espaçoso, confortável e transmite uma maior sensação de qualidade, com destaque para o painel de instrumentos digital de 4,2’’, que conta com dois mostradores analógicos fáceis de ler, mas que causam alguma estranheza face à concorrência, e para o sistema de infoentretenimento com um ecrã tátil central de 9″, navegação 3D, assistente de voz e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto.

A posição de condução (simples de acertar), o volante em couro multifunções com boa pega, o sistema de climatização, os bancos dianteiros aquecidos, as saídas USB-C traseiras e o espaço para quatro adultos, acompanhados de uma bagageira de 265 litros, (980 com a segunda fila rebatida) são outros pontos fortes. A nota menos positiva vai para o travão mecânico, algo já difícil de encontrar entre os seus rivais, mas que mostra bem que o Swift não pretende ser o que não é.
Mild Hybrid Eficiente
O coração deste Swift Mild Hybrid é o motor 1.2 de três cilindros a gasolina (82 CV e 112 Nm) com sistema SHVS 12V, que não chega para mover o carro em modo elétrico, mas ajuda nas fases de arranque e aceleração, reduzindo consumos e emissões. A potência da ficha técnica não impressiona, porém, o baixo peso do conjunto e a resposta linear fazem com que o Swift se sinta mais vivo do que os números sugerem, sobretudo em cidade e estradas secundárias.
Referência ainda para caixa CVT, com patilhas no volante, que privilegia a suavidade, sem solavancos, e a recuperação energética em travagem. Além disso, simula um escalonamento de relações para evitar o típico “efeito elástico” quando se pede mais do motor, demonstrando que a tecnologia Mild Hybrid não sacrifica o prazer da condução.

Ágil e confortável
Ao volante, o Swift continua a jogar a carta da leveza. A direção é direta, o chassis ágil e a carroçaria compacta convida a dinâmicas mais “divertidas” com trajetórias que muitos utilitários mais pesados já perderam. O “nosso” interprete não é um desportivo, mas tem aquele lado imediato e honesto que agrada a quem aprecia uma condução envolvente sem precisar de grandes potências.
Em autoestrada, a postura é serena beneficiando para isso de um bom isolamento acústico. No entanto, é em cidade que o Swift brilha com uma aceleração linear e uma suspensão independente que absorve bem as irregularidades sem rolar de forma excessiva, graças ao centro de gravidade baixo. De igual forma, a direção revela precisão, a que se junta um raio de viragem curto (4,8 m), ideal para manobras mais apertadas na hora de estacionar.
O Swift 1.2 S3 CVT Mild Hybrid conta de série com um pacote completo em matéria de assistência à condução, com destaque para travagem de emergência automática, assistente de faixa, reconhecimento sinais, monitor de fadiga, cruise control adaptativo, seis airbags, ABS, ESP e sensores/câmara de visão traseira, entre outros.
Texto: Virgílio Machado Fotos: Paulo Calisto

CONCLUSÃO
Não será a melhor opção do seu segmento em matéria dinâmica ou tecnológica, no entanto, o baixo peso, um consumo económico e um carácter próprio tornam o Swift 1.2 S3 CVT Mild Hybrid num dos utilitários mais coerentes para quem procura um carro pequeno que não complique a vida, com um preço competitivo.
FICHA TÉCNICA
SUZUKI SWIFT 1.2 S3 CVT MILD HYBRID
TIPO DE MOTOR Gasolina, 3 cil. em linha, atmosférico + elétrico 12V
CILINDRADA 1.197 cm3
POTÊNCIA 82 CV às 5.700 rpm
BINÁRIO MÁXIMO 112 Nm às 4.500 rom
TRANSMISSÃO Dianteira, caixa automática CVT
V. MÁXIMA 170 km/h
ACELERAÇÃO 11,9 s (0 a 100 km/h)
CONSUMO (WLTP) 4,7 l/100 km (misto)
EMISSÕES CO2 (WLTP) 106 g/km (misto)
DIMENSÕES (C/L/A) 3.860 / 1.735 / 1.495 mm
PNEUS 185/55 R16
PESO 957 kg
MALA 265-980 l
PREÇO 23.780 €
GAMA DESDE 19.608 €
I.CIRCULAÇÃO (IUC) 111,46 €
LANÇAMENTO Julho de 2025




















