A Porsche pode ser obrigada a duplicar o seu programa de despedimentos, com planos para cortar mais 5.000 postos de trabalho, até 2035.
A informação foi avançada esta quarta-feira pela imprensa germânica, dia em que o conselho de supervisão do construtor se reuniu para discutir novas medidas de reestruturação do construtor de automóveis desportivos.
O número foi divulgado pela “Manager Magazin”, citando fontes não identificadas. O jornal “Bild” acrescenta que o CEO, Michael Leiters, planeia eliminar entre 5.000 e 6.000 empregos nos próximos nove anos. No entanto, um porta‑voz da empresa, recusou a comentar a informação revelada pela imprensa alemã.
Recorde-se que as margens da Porsche — tradicionalmente uma das divisões mais lucrativas do Grupo VW — caíram abruptamente nos últimos anos, passando de confortáveis valores de dois dígitos para apenas 1,1% no ano passado.
A queda foi provocada pela desaceleração das vendas no outrora lucrativo mercado chinês, por problemas relacionados com tarifas e por uma estratégia de eletrificação estagnada, que custou milhares de milhões de euros ao construtor automóvel.
Depois de já ter acordado 3.900 despedimentos, representantes laborais e administração negoceiam agora um segundo pacote de medidas, cuja apresentação é esperada para a próxima semana.
A VW, empresa‑mãe, já alertou que 100.000 empregos poderão ser eliminados em todo o grupo, no esforço para recuperar competitividade de custos. Além disso, quatro fábricas na Alemanha também enfrentam risco de encerramento nos próximos anos.
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