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Porsche corta 500 postos de trabalho para afinar estratégia

Porsche

Após a venda das participações na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac, a Porsche anunciou uma reestruturação profunda da sua estratégia, que inclui a eliminação de 500 postos de trabalho.

O fabricante de veículos desportivos enfrenta uma forte pressão financeira: os lucros colapsaram devido à queda acentuada das vendas na China, às tarifas impostas pelos Estados Unidos e à decisão — considerada dispendiosa — de travar a fundo na sua estratégia de transição elétrica.

Como parte deste reajuste, a Porsche prepara-se para encerrar a unidade de baterias para veículos elétricos, bem como uma subsidiária dedicada ao desenvolvimento de software e outra responsável por sistemas para bicicletas elétricas.

“A Porsche tem de voltar a focar-se no seu negócio principal”, afirmou Michael Leiters, diretor‑executivo da marca desde o início deste ano. “Isto obriga-nos a fazer cortes dolorosos — incluindo nas nossas subsidiárias.”

Do total anunciado, 360 postos de trabalho serão suprimidos na empresa de e‑bikes, com operações na Alemanha e na Croácia. Os restantes cortes serão distribuídos pelas outras duas subsidiárias. No conjunto, representam cerca de 1% da força laboral global do grupo, que conta com aproximadamente 42.000 trabalhadores.

Esta decisão agora revelada surge um ano depois de a marca de Estugarda ter anunciado 1.900 cortes adicionais, em fevereiro do ano passado.

A Porsche integra o grupo de fabricantes que sofreram um impacto significativo após investirem somas avultadas na mobilidade elétrica, num momento em que a procura ficou aquém das previsões. Em 2024, a marca já tinha decidido abrandar a transição para os veículos elétricos, medida que reduziu os lucros do grupo VW — que reúne 10 marcas — em vários milhares de milhões de euros.

Entre as ações adotadas estiveram o adiamento de novos modelos totalmente elétricos e a extensão da vida comercial de modelos com motor de combustão e híbridos.

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