Perdida na estratégia de eletrificação, a Porsche muda a estratégia: abandonou o pool de emissões do Grupo VW na União Europeia (UE) e assinou um novo acordo com a chinesa XPENG para os anos de 2026 e 2027.
A informação foi inicialmente avançada num documento oficial da UE datado de 5 de agosto. A marca alemã garante que a decisão não altera a sua estratégia de longo prazo, mas representa um ajuste relevante no contexto regulatório europeu.
O Regulamento (UE) 2019/631 permite que os fabricantes partilhem as suas frotas de emissões, equilibrando marcas com maiores níveis de emissões de CO2 com outras que apresentam excedentes — regra que tem sido usada sobretudo por construtores com forte presença no segmento 100% elétrico.
A meta definida para o triénio 2025‑2027 estabelece um máximo de 93,6 g/km de CO2. Em 2023, o Grupo VW ultrapassou esse limite, ficando próximo dos 100 g/km, o que pressiona o grupo a encontrar soluções para evitar penalizações.
A situação tornou‑se mais delicada com o travão na eletrificação da Porsche, motivado pela quebra nas vendas dos modelos elétricos. A redução da oferta zero emissões da marca aumenta o peso das suas emissões médias e complica o cumprimento das metas do grupo até ao final de 2027.
É neste contexto que o acordo com a XPENG ganha relevância. A fabricante chinesa, com uma gama predominantemente elétrica, pode fornecer o “excedente verde” necessário para equilibrar a média de emissões do Grupo VW, ao mesmo tempo que permite à Porsche reforçar a aposta nos motores de combustão sem violar o quadro regulatório europeu.
Leia também:














