A Peugeot está a ultimar a nova geração do E‑208, o elétrico mais vendido da marca na Europa, e a grande revolução acontece onde não se vê: debaixo do piso.
O modelo vai passar a oferecer baterias LFP e NMC, com capacidades que podem chegar aos 82 kWh — um valor que transforma o compacto do segmento B numa proposta capaz de viagens longas, deixando para trás a imagem de carro pensado apenas para a cidade.
A atual geração sempre viveu limitada pela oferta de baterias. Começou com um acumulador NMC de 50 kWh e, após a atualização de 2023, passou para 51 kWh, o suficiente para superar os 400 km em ciclo WLTP. Mas o mercado evoluiu depressa e os compradores passaram a olhar para fatores como autonomia, preço e desvalorização, áreas onde o E‑208 começou a perder terreno. A nova geração pretende corrigir esse ponto fraco.
A gama deverá incluir baterias entre 37 e 82 kWh. As versões de entrada vão recorrer à química LFP, mais barata, mais resistente a carregamentos frequentes e ideal para modelos de grande volume. Já as variantes equipadas com baterias NMC ficam reservadas aos níveis superiores, onde a densidade energética e a autonomia máxima são argumentos decisivos.
Com a bateria de maior capacidade, o novo E‑208 deverá ultrapassar com folga os 500 km WLTP, abrindo espaço para uma utilização mais versátil: da rotina urbana às viagens de autoestrada sem a sensação de dependência constante da próxima estação de carregamento.
Um protótipo da nova geração já foi avistado em testes no sul da Europa, sinal de que o lançamento está cada vez mais próximo.
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