A McLaren Automotive anunciou um plano de investimento de 500 milhões de libras — cerca de 585 milhões de euros — para expandir a sua capacidade de produção, engenharia e desenvolvimento no Reino Unido e que passa pela produção de um SUV.
O financiamento chega através da L’IMAD, fundo soberano de Abu Dhabi e acionista maioritário da marca brtitanica, e representa um voto de confiança no país onde Bruce McLaren fundou a equipa em 1963 e onde nasceu o lendário supercarro McLaren F1.
O anúncio traz novidades de peso. Pela primeira vez na sua história, a McLaren irá conceber e fabricar os seus próprios motores e transmissões inteiramente em casa — um salto tecnológico que marca uma viragem estratégica para a marca britânica. A transição arrancará com dois novos propulsores destinados à próxima geração de modelos híbridos, dando continuidade à eletrificação iniciada com o superdesportivo McLaren P1.
O pacote de investimento prevê ainda a construção de uma nova fábrica de montagem em solo britânico, bem como o reforço das operações no McLaren Production Centre, em Woking, e no McLaren Composites Technology Centre, em South Yorkshire — unidade especializada em estruturas de fibra de carbono que estão na base do desempenho dos seus veículos.
O SUV que ninguém esperava
Entre as confirmações mais surpreendentes está a de um SUV de alta performance — o primeiro utilitário desportivo da história da McLaren. A marca, historicamente avessa a qualquer concessão ao pragmatismo quotidiano, rende-se assim a um segmento que domina as preferências globais e que tem sido fonte de receitas decisivas para a concorrência de luxo.
“Este investimento nos dá a plataforma para crescer, desenvolver e consolidar o que nos torna únicos, ao mesmo tempo que investimos nas pessoas, nas tecnologias e nos produtos que nos manterão competitivos nas próximas décadas.”, disse Nick Collins, CEO da McLaren Group Holdings e da McLaren Automotive, em comunicado.
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