Marca criticada por ser mais lenta na transição para carros elétricos, a Toyota continua líder mundial… a mais de 1 milhão de carros do 2.º lugar.
A Toyota manteve-se, mais uma vez, como a maior fabricante de automóveis do mundo, ao vender 5,39 milhões de veículos entre janeiro e junho deste ano. O Grupo Volkswagen, seu principal rival, ficou muito atrás, com 4,13 milhões de unidades vendidas no mesmo período — uma diferença superior a 1,2 milhões de carros.
Apesar da liderança confortável, as vendas da Toyota caíram 2,8% em relação ao ano passado, a primeira quebra no primeiro semestre em dois anos. A descida mais acentuada ocorreu na China, onde as vendas recuaram 17,1%, e no Médio Oriente, com uma queda de 21,6%, devido ao impacto da guerra na Ucrânia nos preços do petróleo.
Por outro lado, o mercado doméstico japonês cresceu 4,4%, e a América do Norte registou um ligeiro aumento de 0,9%, ajudando a compensar as perdas noutras regiões.
Os modelos eletrificados (híbridos, plug-in e elétricos) continuam a ser o motor de crescimento da marca, com um aumento de 9,1% nas vendas, totalizando 2,71 milhões de unidades. Já os carros 100% elétricos venderam 193 mil exemplares — um crescimento expressivo de 2,4 vezes, mas ainda uma fatia reduzida do total.
Apesar das críticas à estratégia mais cautelosa da Toyota na transição para os elétricos, os resultados mostram que a aposta em múltiplas tecnologias de motorização continua a dar frutos, garantindo à marca japonesa o sétimo ano consecutivo no topo das vendas globais no primeiro semestre.















