A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) assinala, a 1 de junho, o 10.º aniversário da Carta por Pontos, o sistema que desde 2016 já levou cerca de 4.300 condutores a perderem a carta de condução por esgotarem a totalidade dos 12 pontos.
Segundo dados oficiais, mais de um milhão de infrações tiveram impacto direto no registo dos automobilistas ao longo da última década, revelando o alcance e o efeito disciplinador do modelo.
Um sistema que mudou o comportamento dos condutores
Criada para reforçar a prevenção e penalizar comportamentos de risco, a Carta por Pontos prevê a retirada de pontos sempre que o condutor comete infrações graves, muito graves ou crimes rodoviários. A perda total dos pontos implica a cassação da carta, obrigando o infrator a aguardar dois anos para poder obter novo título. Desde 2016, foram registadas 1.016.083 infrações com perda de pontos e 4.297 cartas cassadas, segundo a ANSR.
Apesar dos números, a maioria dos condutores mantém um comportamento exemplar: no final de maio de 2026, mais de 575 mil automobilistas tinham a pontuação máxima de 13 pontos, num universo superior a 867 mil com registo ativo.
Excesso de velocidade continua a ser o principal problema
A estatística confirma aquilo que as autoridades têm repetido: o excesso de velocidade continua a ser o maior fator de risco nas estradas portuguesas. Representa 67,76% das infrações que resultaram em perda de pontos.
Seguem‑se, uso do telemóvel ao volante (10,60%), infrações de paragem e estacionamento (6,26%), condução sem seguro (4,45%) e condução sob o efeito do álcool (3,40%).
A ANSR sublinha ainda o impacto pedagógico do sistema: desde 2019, mais de 759 mil condutores recuperaram pontos graças a um histórico sem infrações.
















