A eletrificação do parque automóvel está a reduzir as receitas que financiam as estradas, que dependem sobretudo dos impostos sobre os combustíveis. Perante isto, a AMT defende repensar o modelo e aplicar o princípio do “utilizador-pagador”.
O problema: com mais carros elétricos, vende-se menos gasolina e gasóleo, e a receita das estradas diminui. Os elétricos estão isentos de IUC e ISV e não contribuem diretamente para esse financiamento. Se a mobilidade elétrica atingir 20% a 30% em 2030, o Estado pode perder entre **140 e 200 milhões de euros por ano
O que é proposto: um modelo híbrido que pode incluir portagens, taxação por quilómetro percorrido e outras formas de cobrança pelo uso da infraestrutura, tendo em conta a classe do veículo, as emissões, o período e a intensidade de utilização.
Calendário (se avançar): até 2028, estabilização dos mecanismos atuais; entre 2028 e 2032, introdução gradual de novos instrumentos; em 2040, consolidação do modelo final.
Importante: o estudo não é vinculativo— é apenas um documento de apoio à decisão política. Qualquer medida será implementada de forma gradual.
















