A BMW decidiu retirar‑se do Salão do Automóvel de Paris deste ano, numa mudança estratégica que surge após o recente alerta de lucros e o plano de redução de custos anunciado pelo novo CEO, Milan Nedeljkovic.
Construtor alemão de automóveis de luxo reviu recentemente em baixa a previsão de lucros para 2026, com a quebra das vendas na China e a guerra no Médio Oriente a pressionarem a energia e a confiança dos consumidores.
Nesse sentido e segundo avança a “Bloomberg“, a marca germânica confirmou que não estará presente na edição de outubro “devido a uma mudança de prioridades”, mantendo apenas o compromisso de participar de forma seletiva em futuros certames internacionais.
A decisão ganha peso porque a BMW tem histórico de utilizar o Salão de Paris como palco para estreias importantes — como aconteceu em 2018, com a apresentação mundial da sétima geração do Série 3.
A ausência da BMW do Salão de Paris deste ano contrasta com o regresso de várias marcas tradicionais, incluindo Mercedes‑Benz, Volvo, Fiat, Lancia, Opel, Renault, Dacia e Alpine. A Volkswagen, apesar da profunda reestruturação interna, também confirmou presença no certame da capital francesa.
Nas últimas edições, a menor participação de fabricantes ocidentais abriu espaço para o avanço das marcas chinesas, lideradas pela BYD, que têm reforçado a sua presença nos salões europeus.
O alerta de lucros emitido pela BMW no mês passado — motivado pela queda da procura na China e pelos impactos económicos do conflito no Médio Oriente — levou o grupo a acelerar um programa de redução de custos, ainda sem detalhes públicos. A retirada de Paris é vista como um dos primeiros sinais dessa nova disciplina financeira.
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