A Audi deu o pontapé de saída oficial para a produção do novo A2 e-tron na fábrica Ingolstadt, na Alemanha, anunciando que num avanço industrial sem precedentes, a construtora alemã conseguiu encurtar o tempo entre o arranque do desenvolvimento e o início da montagem em 21 meses face a projetos anteriores.
Um salto de eficiência que segundo a marca germânica é justificado pela integração de inteligência artificial nas linhas de produção e à utilização de assistentes virtuais para apoiar os operadores em tempo real.

A produção do compacto elétrico partilha a linha de montagem com o Audi A3, beneficiando da reutilização de mais de 1.200 componentes de fabrico, incluindo cerca de 250 robôs e pistolas de solda já existentes. Além disso, a área de pré-montagem do chassis passou por uma modernização profunda, substituindo as antigas estações semiautomáticas de aparafusamento dos eixos por unidades robóticas 100% automatizadas.
“O Audi A2 e-tron representa o próximo passo na nossa renovação. É o Audi mais eficiente que alguma vez construímos e torna a mobilidade elétrica viável para o dia a dia. Ao mesmo tempo, demonstra como estamos a implementar a nossa transformação na prática: desenvolvendo mais rapidamente, produzindo com maior eficiência e fortalecendo a criação de valor industrial e a competitividade na Alemanha”, disse Gernot Döllner, CEO of AUDI AG, em comunicado.

Desenvolvido sobre a plataforma modular MEB do Grupo Volkswagen — partilhada com modelos como o Audi Q4 e-tron, a família VW ID, os Cupra Born e Tavascan ou os Skoda Elroq e Enyaq —, o novo A2 e-tron será comercializado com baterias de 52, 61 e 84 kWh de capacidade bruta. O sistema de carregamento rápido suporta potências até 183 kW, permitindo repor de 10% a 80% da carga num intervalo de 24 a 29 minutos.
Em termos de autonomia homologada no ciclo WLTP, a versão de entrada garante até 422 km com uma única carga, enquanto as versões superiores alcançam 515 km, 629 km e um máximo de 645 km.
A oferta mecânica conta com quatro variantes, todos com tração traseira (sem opção de tração integral quattro): 170 cv que apresenta uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,8 segundos e velocidade máxima fixada nos 160 km/h; 190 cv queanuncia 7,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e 160 km/h de velocidade máxima; 231 cv que cumpre dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos e alcança uma velocidade máxima de 200 km/h. Já a variante mais potente debita 326 cv e permite acelerar de 0 a 100km/h em 8,8 segundos.

A aerodinâmica continua a ser uma das armas secretas. O coeficiente de arrasto (Cx) é de apenas 0,24, o melhor valor alguma vez alcançado por um Audi no segmento compacto. As superfícies limpas, a entrada de ar ativa, o subchassis totalmente fechado e as novas jantes aerodinâmicas contribuem para este valor impressionante, num modelo 100% elétrico que apresenta 4.321 mm de comprimento, 1.791 mm de largura, 1.549 mm de altura e uma distância entre eixos de 2.770 mm.
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