Os últimos flagrantes apanhados em Munique mostram um protótipo que não esconde as linhas mestras: até ao pilar A, é o BMW i3 que já conhecemos. A partir daí, o tejadilho alonga-se, a traseira ganha um ar mais prático e a silhueta assume a postura de uma carrinha a sério – mais baixa e mais rasante do que a atual Série 3 Touring, mas com a promessa de uma mala melhor.
O que está por baixo da chapa também não é segredo. A plataforma Neue Klasse, com os seus 800 volts, as baterias cilíndricas e o motor eDrive renovado, é a base que sustenta este modelo. As contas são simples: o BMW i3 50 xDrive entrega 469 CV, 645 Nm de binário e uma bateria de quase 109 kWh úteis, que recupera dos 10 aos 80% em pouco mais de 20 minutos – desde que haja um carregador rápido por perto. As versões de entrada, i3 30 e i3 40, serão de tração traseira, enquanto o topo de gama, o M60 xDrive, chegará mais tarde para quem quiser mais do que a dose habitual.
Leia também no site: Toyota abre o livro: próximo Corolla é um arraso!
Lá dentro, a BMW vira a página. Adeus aos mostradores redondos, adeus ao comando iDrive físico. O habitáculo do BMW i3 Touring é dominado por um ecrã panorâmico que se estende de um lado ao outro e por um monitor central que flutua no tablier. O comando é sobretudo por voz e por toque, com o computador central “Heart of Joy” a tratar de tudo – desde a entrega de potência à travagem e ao comportamento em curva.
A produção arranca em Munique no segundo semestre de 2027. Até lá, ainda faltam saber os números finais da bagageira e alguns pormenores sobre as versões. Mas, pelo que já se vê, a BMW parece determinada a não deixar o segmento das carrinhas elétricas entregue aos SUVs.

















