A Polestar confirmou esta quinta‑feira que os Estados Unidos não vão autorizar a venda de novos modelos da marca a partir de 2027, uma decisão que, na prática, impede a fabricante de continuar a comercializar veículos no país.
A medida surge num contexto de crescente endurecimento das políticas norte‑americanas de Donald Trump, contra automóveis produzidos na China, num esforço da administração norte-americana em proteger a indústria automóvel doméstica.
A marca sueca, controlada maioritariamente pela chinesa Geely Holding, esclarece que continuará a vender nos EUA os atuais Polestar 3 e Polestar 4, mantendo igualmente o acesso dos clientes à rede de assistência. No entanto, a proibição de novos modelos representa um golpe significativo na estratégia global da empresa.
Segundo o CEO Michael Lohscheller, a indústria automóvel está a entrar numa fase marcada por “dinâmicas regionais”, o que levou a Polestar a reforçar o foco na Europa, que constitui agora o principal motor de crescimento. O futuro Polestar 7, por exemplo, será produzido no continente europeu.
A marca de veículos elétricos tem vindo a concentrar esforços nos mercados onde a procura cresce de forma mais consistente, sobretudo na Europa, enquanto as vendas nos EUA permanecem fracas devido à pressão competitiva e à desaceleração do consumo.
Recorde-se que no primeiro trimestre deste ano, 94% das vendas globais da Polestar foram realizadas fora dos Estados Unidos, sublinhando a dependência cada vez menor do mercado norte‑americano.
A decisão da administração norte‑americana levanta dúvidas sobre o futuro do Polestar 3, o único modelo da marca atualmente fabricado nos EUA. Perante o ambiente tarifário adverso, a empresa optou por atualizar modelos existentes em vez de lançar novos produtos de raiz. As entregas de uma nova variante do Polestar 4 deverão começar ainda este ano, enquanto uma versão renovada do Polestar 2 está prevista para 2027.
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