A terceira geração do Audi Q7 mantém a fórmula que o tornou uma referência: espaço, tecnologia e uma forte aposta nos motores… a gasóleo.
A Audi acaba de apresentar a terceira geração do Q7, o seu SUV familiar de topo, que continua fiel aos motores de combustão. Lançado em 2015, o modelo de segunda geração — que ainda recebeu um segundo restyling em 2024 — cede agora lugar a um Q7 profundamente renovado, mas sem ainda dar o salto definitivo para a eletrificação. Produzido em Bratislava, na Eslováquia, o SUV exibe um visual mais imponente, sobretudo graças a uma dianteira totalmente redesenhada, com uma versão ampliada da grelha Singleframe. Os faróis Digital Matrix LED — agora mais finos — oferecem oito assinaturas luminosas distintas, enquanto os piscas dinâmicos avançados projetam-se no solo durante a noite. Uma pequena grande estreia num modelo de série.
Nas laterais, a Audi eliminou a tradicional dobra na cintura. As superfícies são agora mais suaves e arredondadas. As portas ganharam volume, as asas traseiras estão mais vincadas e os frisos cromados à volta dos vidros aumentaram de tamanho. Na traseira, destaque para a banda luminosa contínua, o logótipo iluminado da marca e um difusor de maior dimensão.
Ecrãs, poucos botões e um assistente sempre atento
A Audi resistiu à eletrificação total do Q7, mas reforçou a aposta na digitalização. Quase todos os comandos físicos do painel de bordo desapareceram, dando lugar a dois grandes ecrãs OLED: um panorâmico curvo que acumula as funções de instrumentos e ecrã central, e outro voltado para o passageiro, com modo de privacidade para não distrair o condutor. O seletor da caixa automática foi deslocado para a coluna de direção, libertando a consola central para duas plataformas de carregamento sem fios para smartphones (25 W cada), duas portas USB-C e arrumação fechada. O assistente de voz tornou-se o principal meio de interação a bordo.
Cinco, seis ou sete lugares
Pela primeira vez no Q7, a Audi oferece três configurações: cinco lugares de série, ou seis e sete lugares como opção. A segunda fila pode acomodar três cadeiras infantis lado a lado, e os bancos deslizam eletricamente. O acesso à terceira fila faz-se sem necessidade de rebater totalmente os bancos da frente — um pormenor muito útil para quem viaja com crianças.
O tejadilho panorâmico de vidro (de série na versão Avus, opcional na S line) possui um sistema de opacidade regulável em nove segmentos. E, em detalhe, pode mudar de cor conforme a iluminação ambiente selecionada.
A capacidade da bagageira varia entre os 581 e os 670 litros com os bancos levantados (dependendo da posição dos encostos) e atinge os 2075 litros com todos os bancos rebatidos. Um resultado superior ao da geração anterior.
Arranque a gasóleo
A estreia do novo Q7, em junho de 2026, é feita com um motor V6 3.0 TDI micro-híbrido de 299 cv e 630 Nm. Um bloco já conhecido do A6, com turbo, compressor elétrico e caixa Tiptronic de oito velocidades. O sistema de 48 V permite pequenas manobras e deslocações em modo 100% elétrico — ideais para estacionar ou circular em cidade. Este motor Diesel é compatível com HVO, o combustível de origem renovável que reduz as emissões de CO₂ entre 70 e 95%.
No primeiro trimestre de 2027 chegam as versões híbridas plug-in a gasolina, com 395 cv e 490 cv. As mesmas que já equipam o atual Q7 reestilizado, com bateria de 25,9 kWh (22 kWh úteis) e autonomia elétrica anunciada de 85 km.
A tração é sempre integral Quattro, com diferencial central autobloqueante. A suspensão pneumática adaptativa é de série no acabamento Avus e opcional na versão S line.
As encomendas abrem em junho de 2026, com as primeiras unidades a chegarem em outubro.


















