130 CV que pesavam 880 kg: a lição de escola do Peugeot 205 GTI
Numa altura em que um eléctrico familiar qualquer já ultrapassa os 400 CV, vale a pena recuar até aos anos 80 para lembrar o que realmente significava “condução desportiva”. O Peugeot 205 GTI nunca precisou de números pornográficos para entrar para a história. Precisou de coragem — e de uma balança.
Enquanto o Golf GTI fazia escola com os seus 160 CV, os franceses ripostaram com menos potência, mas com uma arma secreta: o peso. O 205 GTI de 1.9 litros, quatro cilindros e aspiração natural entregava “apenas” 130 CV e 160 Nm de binário. Nada de impressionante numa folha de especificações. Só que ele pesava 880 kg.
Sim, 880 kg. Menos que muitos citadinos atuais.

Com uma caixa manual de cinco relações, o pequeno Peugeot disparava dos 0 aos 100 km/h em 7,8 segundos. Hoje, qualquer familiar a bateria faz melhor. Mas nenhum deles transmite o que o 205 GTI transmitia: a traseira a dançar na saída da curva, o volante a falar ao condutor, o motor a gritar sem filtros digitais.
Não havia ecrãs. Não havia assistentes. Não havia baterias para carregar. Havia um asfalto, um punhado de cavalos bem aplicados e um condutor com um sorriso na cara.
O Peugeot 205 GTI não era o mais potente. Mas, durante anos, foi o mais divertido.


















