O lançamento do Ferrari Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da marca de Maranello, ficou marcado por uma onda de polémica: o design ousado e pouco convencional não agradou a muitos fãs, que rapidamente inundaram as redes sociais com críticas.
Apesar do barulho, a Ferrari assegura que o interesse comercial está longe de ser negativo. Segundo Benedetto Vigna, CEO da marca, há um “forte interesse” pelo novo elétrico — tanto de clientes habituais como de novos compradores. As declarações foram feitas em Modena, durante um evento citado pela “Reuters“, e contrastam com a perceção pública criada após a revelação do modelo.

Críticas intensas, preço elevado… e reservas confirmadas
O Luce, apresentado na última segunda‑feira com um preço de 550 mil euros, era um dos modelos mais aguardados da Ferrari. No entanto, o impacto inicial foi turbulento: o design, considerado demasiado futurista para o ADN da marca, gerou uma reação negativa imediata.
Ainda assim, a Ferrari apresentou o modelo a 1.600 clientes num evento privado — e, segundo Vigna, muitos deles não só aprovaram como já efetuaram reserva para garantir uma unidade”.
“Já recebemos as transferências bancárias. Os clientes que estavam presentes querem o produto”, afirmou o CEO, acrescentando que os números oficiais de encomendas serão divulgados em julho, aquando da apresentação dos resultados do segundo trimestre.

Luce não é o primeiro modelo polémico
A receção fria ao design do Luce teve impacto imediato em bolsa: as ações da Ferrari caíram 8% na terça‑feira seguinte ao anúncio, refletindo a preocupação de investidores e analistas.
Mas a história mostra que a marca já passou por isto antes. Os puristas criticaram duramente o Ferrari FF em 2011, por ter tração integral, e voltaram a contestar o Purosangue, o primeiro SUV da marca, lançado em 2022. Ambos acabaram por se tornar sucessos comerciais.
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