O Toyota KIKAI fez a sua estreia europeia no Salão Automóvel de Genebra, em 2016, há exatamente 10 anos. Foi pensado para celebrar a beleza das máquinas. A complexidade, os detalhes, a engenharia pura e dura. E, por isso, trazia tudo à vista: suspensão, travões, radiador, sistema de escape, como se o carro tivesse a pele transparente.
Num mundo cada vez mais digital, onde tudo é ecrãs e interfaces, o KIKAI faz ainda mais sentido.
O que está à vista?
Na frente, vê-se o radiador, a direção, os travões e a suspensão dianteira em alumínio fundido. Atrás, estão expostas a suspensão traseira, os travões, o depósito de combustível, o sistema de escape cromado e o motor 1.5 de quatro cilindros com ciclo Atkinson, combinado com um sistema híbrido. A grande surpresa é o quão compacto é. A Toyota conseguiu encaixar toda a tecnologia híbrida num espaço reduzido, graças a soluções como a bomba de água elétrica, mais eficiente e com menos perdas; a corrente de distribuição de baixo atrito; o coletor de admissão em material compósito e o coletor de escape compacto.
E não, não era só para mostrar. O KIKAI é um carro funcional que faz quilómetros em modo 100% elétrico.
Por dentro, uma surpresa
O acesso ao habitáculo faz-se através de portas de correr, uma solução que facilita a entrada e saída, especialmente em espaços apertados.

Lá dentro, a disposição é invulgar: três lugares, com o condutor ao centro. A ideia era colocá-lo no coração do carro, com os dois passageiros ligeiramente atrás, um em cada canto.
Os instrumentos de bordo fogem ao digital. Têm um aspeto analógico, com mostradores físicos e ponteiros, reforçando a homenagem à mecânica tradicional e ao “toque” das coisas reais.
Fotos: Toyota





















