Depois de anos de adiamentos e promessas sucessivamente adiadas, a Tesla voltou a colocar o Roadster no centro das atenções. A nova geração do desportivo elétrico foi finalmente revelada e traz consigo uma lista de características que parecem saídas de um filme de ficção científica. Mas, desta vez, a marca de Elon Musk não se limitou a mostrar imagens ou protótipos: apresentou um automóvel funcional e demonstrou algumas das tecnologias que pretende levar para a produção.
Tecnologia inspirada na SpaceX leva desempenho ao extremo
Desenvolvido sobre uma nova arquitetura elétrica, o Roadster recorre a uma bateria equipada com células 4.680 e a dois motores elétricos montados no eixo traseiro. A Tesla apostou igualmente em soluções eletrónicas avançadas, incluindo direção, travagem e acelerador controlados por sistemas digitais, eliminando várias ligações mecânicas tradicionais.

A variante Thrust eleva a fasquia ao incorporar propulsores de gás frio na traseira. Segundo a Tesla, esta configuração será capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em menos de um segundo, um valor que, a confirmar-se, colocará o Roadster num patamar inédito na indústria automóvel.
No topo da hierarquia encontra-se o Rocket. Trata-se da versão mais extrema alguma vez proposta pela marca norte-americana. O banco do passageiro desaparece para dar lugar ao sistema de propulsão adicional e o automóvel passa a contar com vários propulsores distribuídos pela carroçaria. O objetivo é gerar impulso em diferentes direções, melhorando a aceleração e permitindo até controlar a orientação do veículo fora do solo.

Foi precisamente esta vertsão que protagonizou a demonstração mais impressionante da apresentação. O Roadster elevou-se de uma plataforma, corrigiu a sua posição através dos propulsores e regressou ao solo de forma controlada. Ainda assim, a Tesla sublinha que a versão Rocket não está homologada para circular em vias públicas e poderá não estar disponível em todos os mercados devido às diferentes legislações.
Habitáculo futurista e produção apontada para 2028
O interior segue a filosofia minimalista habitual da Tesla, mas assume uma orientação mais desportiva e centrada no condutor. O habitáculo integra bancos envolventes, pedais montados diretamente no piso e uma evolução do volante tipo yoke, agora complementado por patilhas em metal.
A direção utiliza tecnologia steer-by-wire, dispensando a ligação mecânica convencional entre volante e rodas. O mesmo conceito é aplicado aos sistemas de travagem e aceleração, cujos comandos são transmitidos exclusivamente por via eletrónica.

Ao centro do tablier encontra-se um ecrã multimédia orientado para o condutor, acompanhado por um segundo painel digital junto à base do para-brisas, destinado à apresentação de informações essenciais como a velocidade.
A Tesla aponta atualmente o início da produção para 2028, embora o histórico de adiamentos do Roadster aconselhe alguma prudência. Continuam igualmente por revelar informações fundamentais, como a capacidade total da bateria, a potência de carregamento, a autonomia homologada para a Europa e os preços finais das diferentes versões.

Para já, a marca aceita reservas da versão Performance em Portugal mediante um depósito total de 50.000 euros, composto por um pagamento inicial de 5.000 euros e um reforço de 45.000 euros no prazo de dez dias. Este valor não corresponde, no entanto, ao preço final do modelo, que continua por anunciar.
Apesar das incógnitas que permanecem, a Tesla apresentou pela primeira vez um Roadster funcional com tecnologias operacionais e demonstrações práticas. Agora, resta saber se conseguirá transformar estas promessas futuristas num automóvel efetivamente comercializado e acessível aos clientes.

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