Os automobilistas portugueses poderão enfrentar um novo aumento nas portagens já em 2027. As contas preliminares apontam para uma atualização de 3,82%, caso se confirme a estimativa da taxa de inflação homóloga de outubro, excluindo a habitação, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O agravamento resulta da fórmula legal que determina a atualização anual das tarifas nas autoestradas concessionadas. De acordo com o Decreto-Lei n.º 294/97, o cálculo tem por base a taxa de inflação homóloga sem habitação registada no último mês com dados disponíveis antes de 15 de novembro.
Segundo os dados provisórios divulgados pelo INE, este indicador fixou-se nos 3,72%. O valor definitivo será conhecido a 11 de novembro e será determinante para confirmar a subida a aplicar no próximo ano.
Compensação às concessionárias mantém-se
Ao valor da inflação acrescem 0,1 pontos percentuais, uma compensação prevista no acordo alcançado entre o Governo e as concessionárias de autoestradas em 2022.
Recorde-se que esse entendimento surgiu depois de o Executivo ter limitado a atualização das portagens em 2023, quando a fórmula legal apontava para um aumento próximo dos 10%. Em contrapartida, ficou acordado um mecanismo de compensação distribuído pelos anos seguintes.
Caso a taxa provisória de inflação venha a confirmar-se, o aumento global das portagens em 2027 atingirá os 3,82%.
Quatro anos consecutivos de aumentos
A confirmar-se este cenário, os utilizadores das autoestradas portuguesas enfrentarão mais um ano de agravamento dos custos de circulação.
As portagens já registaram atualizações superiores a 2% em 2024, 2025 e 2026, prolongando um ciclo de aumentos que tem vindo a pressionar o orçamento de famílias e empresas, sobretudo das que dependem diariamente da rede rodoviária nacional.
Com a inflação ainda a refletir-se em vários setores da economia, tudo indica que viajar nas autoestradas portuguesas continuará a ficar mais caro no próximo ano.
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