Enquanto a indústria migrou para o streaming, mas uma marca japonesa jura ainda fidelidade ao CD; e cobra 450€ por um leitor que já demos como desaparecido.
Já lá vão mais de dez anos desde que a indústria automóvel enterrou de vez o leitor de CD. Streaming, Bluetooth e Apple CarPlay tornaram obsoleto um formato que reinou nos anos 90 e 2000. E, no entanto, em 2026, há, pelo menos dois carros que ainda o oferecem: o Subaru WRX e o Subaru Ascent, os únicos veículos novos nos EUA com leitor de CD como opção.
É um leitor “single-disc”, escondido no apoio de braço, que não aceita carregadores múltiplos como os de antigamente, e tem um custo a rondar os 400 euros.

A Subaru percebeu que há um nicho
Porquê? A resposta está na nostalgia. A Subaru percebeu que há um nicho — pequeno, mas fiel — de clientes que ainda valoriza o formato físico. Para esses, o CD não é uma relíquia; é uma experiência. E a marca japonesa, conhecida pela sua base de fãs dedicada, optou por não os deixar para trás.
Dificilmente alguém compra um Subaru por causa do leitor de CD. Mas a existência dessa possibilidade, por mais anacrónica que pareça, diz muito sobre a forma como a Subaru encara o seu público: com respeito pela tradição e uma pitada de teimosia japonesa.















