Desenhou Bugatti e Lamborghinis mas agora criou o seu próprio monstro de prestações e potência, brutal, analógico e super-exclusivo!
Sasha Selipanov não é um nome que apareça em capas de revistas para o grande público. Mas no universo dos hiperdesportivos, o seu currículo pesa ouro: Bugatti Chiron, Lamborghini Huracán, Koenigsegg Gemera. Projetos que definiram uma era. E foi precisamente depois de passar por essas catedrais da velocidade que ele decidiu dar o salto mais arriscado da sua carreira — fundar a Nilu27 e construir o carro que sempre sonhou, sem compromissos, sem acordos com a modernidade digital.

O resultado chama-se Nilu. E é, na mais pura aceção da palavra, um animal analógico.
Mais de 1.000 CV e zero distrações
Enquanto o resto da indústria acelera rumo à eletrificação, ecrãs tácteis e assistentes de condução, este hipercarro faz o caminho inverso. Nada de distrações tecnológicas. Nada de ecrãs. Apenas o essencial: um habitáculo despojado, desenhado para estabelecer uma ligação visceral entre o condutor e a estrada. Os bancos são minimalistas, o volante não tem botões supérfluos e os instrumentos são tão tradicionais quanto eficazes. É um carro para quem sente, não para quem consulta.

Mas é debaixo do capot que a rebelião ganha voz. Em vez de recorrer a gigantes habituais como a Cosworth, Selipanov confiou o coração do projeto à neozelandesa Hartley Engines.
O resultado é um V12 naturalmente aspirado de 6.5 litros que sobe às 11.000 rotações com uma voracidade quase assustadora: nos primeiros testes em banco, entregou 1.070 CV e 860 Nm de binário. Números que, por si só, justificam o peso contido de 1.200 quilos.
Fórmula anti-Bugatti
A entrega dessa potência é feita à moda antiga: tração traseira e uma caixa manual de sete velocidades. Nada de dupla-embraiagem, nada de ajuda eletrónica a mais. Apenas o condutor, o motor e a estrada. Velocidade máxima anunciada: 400 km/h. Um valor que rivaliza com os maiores nomes do segmento, mas com uma abordagem radicalmente diferente.
A produção será extremamente limitada. Quinze unidades, todas elas destinadas a circuitos fechados, como uma espécie de tributo máximo à essência do automobilismo. Mais tarde, a Nilu27 promete uma versão de estrada, dessa vez com 54 exemplares, devidamente homologada para uso público. Mas isso fica para 2027 ou 2028. E o preço? Facilmente acima do milhão de euros — um valor que, para os poucos afortunados que procurarem esta experiência pura, será apenas um detalhe.


























