A mais recente campanha de fiscalização e sensibilização rodoviária “Cinto-me Vivo”, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), terminou com o registo de sete vítimas mortais nas estradas portuguesas entre os dias 8 e 14 de setembro.
Apesar da gravidade dos números, o balanço reflete uma diminuição de três óbitos face ao período homólogo do ano passado. No total, ao longo dessa semana, foram contabilizados 2.800 acidentes de viação, dos quais resultaram ainda 70 feridos graves e 972 feridos ligeiros.
Durante a operação, que combinou ações presenciais com controlo por radar, as forças de segurança fiscalizaram quase quatro mil veículos e condutores, tendo detetado um acumulado superior a 20 mil infrações rodoviárias.
Entre o volume global de contraordenações, 619 diziam respeito ao incumprimento direto na utilização dos dispositivos de segurança obrigatórios — nomeadamente cintos de segurança, capacetes e sistemas de retenção para crianças (cadeirinhas). A GNR assumiu a maior fatia do combate a este incumprimento, ao somar 499 dessas infrações.
A gravidade do não uso destes equipamentos é ilustrada por dados históricos da própria ANSR: entre 2021 e 2024, mais de 8.200 passageiros que viajavam nos bancos traseiros sem a devida retenção sofreram acidentes em Portugal, culminando em 274 feridos graves e 69 vítimas mortais.
Paralelamente à vertente punitiva, a iniciativa do Plano Nacional de Fiscalização de 2026 abrangeu ações pedagógicas diretas com 500 condutores e passageiros.
A ANSR, a PSP e a GNR já adiantaram que têm calendarizadas mais duas campanhas conjuntas até ao final do ano, que incidirão sobre os excessos de velocidade, o consumo de álcool ao volante, o uso do telemóvel, a circulação de veículos de duas rodas a motor e a proteção dos utilizadores vulneráveis nas vias públicas.
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