Cerca de um em cada quatro condutores mortos em 2025 em acidentes de viação e autopsiados apresentava uma taxa de álcool no sangue considerada crime, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Segundo avança a “RTP”, as estatísticas, enviadas à “Lusa” pelo Ministério da Administração Interna, revelam que 42% dos 282 condutores mortos e autopsiados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) tinham álcool no sangue.
Entre estes 117 automobilistas, 68 apresentavam uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l, valor que constitui crime. Além disso, 85 condutores (cerca de 30%) tinham uma taxa a partir de 0,5 g/l, limite que configura contraordenação grave.
Os dados mostram também que, entre as 404 vítimas mortais de acidentes de viação autopsiadas no último ano, 158 (39%) tinham álcool no sangue. Destas, 28% apresentavam uma taxa igual ou superior a 0,5 g/l e 22% ultrapassavam os 1,2 g/l.
A ANSR sublinha que “o álcool, sobretudo em níveis muito elevados, continua fortemente presente na sinistralidade rodoviária mais grave”.
A divulgação destes números coincide com a campanha “Taxa Zero ao Volante”, promovida pela ANSR, PSP e GNR até segunda‑feira, que pretende alertar para os riscos da condução sob influência do álcool.















