A longa greve dos trabalhadores da Tesla na Suécia terminou após quase três anos de conflito. O sindicato IF Metall confirmou que a empresa norte‑americana, que continua a recusar a assinatura de um acordo coletivo, aceitou compensar financeiramente os grevistas que optem por deixar a empresa.
O protesto começou a 27 de outubro de 2023, quando mecânicos de dez oficinas da Tesla pararam em resposta à recusa da marca em firmar um acordo coletivo de trabalho — instrumento central do modelo laboral sueco.
“A Tesla é tão contrária aos acordos coletivos que prefere pagar para que os funcionários sindicalizados saiam da empresa, em vez de lhes oferecer boas condições de trabalho”, afirmou Simon Petersson, responsável pelas negociações no IF Metall, citado pela “Bloomberg“.
Segundo o sindicato, a greve será oficialmente encerrada a 19 de agosto, depois de cerca de 80 trabalhadores terem sido indemnizados para abandonar a empresa.
Os acordos coletivos, negociados por setor entre sindicatos e empregadores, são a base do modelo nórdico de relações laborais e cobrem cerca de 90% dos trabalhadores suecos, garantindo salários elevados e condições de trabalho robustas.
Embora apenas um grupo reduzido de funcionários da Tesla estivesse em greve, o conflito ganhou dimensão nacional e regional graças às ações de solidariedade de outros sindicatos nórdicos, que afetaram serviços da Tesla na Suécia e mobilizaram trabalhadores de vários setores. No total, cerca de dez sindicatos envolveram‑se na disputa, determinados a proteger o modelo social sueco.
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