A Fiat despediu-se oficialmente do Tipo. A última unidade do modelo saiu da linha de montagem da fábrica de Bursa, na Turquia, pondo termo a uma trajetória que se estendeu por 11 anos e transformou este automóvel num dos maiores êxitos comerciais da marca nas últimas duas décadas.
Apresentado ao público em 2015, o Tipo conquistou os consumidores com uma fórmula que assentava em três pilares: habitáculo generoso, preço competitivo e uma oferta versátil que se adaptava a diferentes perfis de utilizadores. O que ninguém previa era a dimensão do fenómeno que viria a protagonizar, especialmente no mercado turco, onde era vendido sob a designação Egea.
Entre 2016 e 2025, o Egea reinou absoluto nas tabelas de vendas da Turquia, ano após ano, como o modelo mais procurado do país — um recorde que poucos automóveis conseguem alinhar.
Ao longo da sua existência, saíram das linhas de produção 1.417.047 unidades, destinadas a mais de 40 mercados internacionais, embora com nomes distintos consoante o território.
A gama, inicialmente composta apenas pela berlina de quatro portas, foi alargada com versões hatchback, carrinha Station Wagon e uma interpretação crossover, tornando o Tipo numa das propostas mais abrangentes da Fiat para famílias e frotas empresariais.
Apesar da popularidade alcançada, o ciclo de vida do modelo chegou ao fim, em linha com a nova orientação da marca, que tem concentrado investimentos numa nova vaga de veículos eletrificados e com um posicionamento de mercado mais atual.
Com o silêncio das linhas de montagem em Bursa, despede-se um dos automóveis mais práticos e acessíveis da história recente da Fiat, que deixa um registo impressionante: mais de 1,4 milhões de exemplares produzidos e um lugar de destaque na memória automóvel da década.
















