Pode parecer argumento de filme, mas é real: desde dezembro, a Tesla tem sido alvo de uma vaga de roubos de camiões que transportam baterias domésticas na sua fábrica no Nevada. Já são pelo menos 11 ocorrências documentadas.
Os assaltos começaram com dois camiões carregados de Powerwalls – os sistemas de armazenamento de energia para casas – avaliados em mais de 475 mil dólares. Os veículos foram recuperados vazios na Califórnia, e algumas das baterias chegaram a ser detetadas à venda online.
Em janeiro, três suspeitos foram detidos após um dos roubos. Mas a maioria dos casos continua sob investigação do xerife do Condado de Storey, Sam Hatley.
O que está a falhar na segurança da Tesla?
Segundo as autoridades, os criminosos estão a explorar falhas nos protocolos da empresa: uso de documentação falsa; aproveitamento de relações superficiais com os camionistas contratados; incumprimento de procedimentos básicos de verificação.
Um responsável da Tesla admitiu às autoridades que alguns dos primeiros furtos só foram possíveis por causa dessas brechas – que entretanto foram reforçadas. Apesar disso, os roubos continuaram, embora com menos frequência.
O problema é mais amplo
O xerife estima que, só em 2026, tenham ocorrido 17 possíveis roubos de carga no condado – não apenas contra a Tesla, mas também contra outras empresas, como a Redwood Materials, especializada em reciclagem de baterias. O que se sabe é apenas “a ponta do icebergue”, admite Hatley.
Para quem não conhece: a Powerwall é uma bateria recarregável para armazenamento de energia doméstica, que pode ser carregada com painéis solares ou pela rede elétrica. Também pode ser usada para carregar um carro elétrico. Cada unidade custa vários milhares de dólares, o que as torna alvo apetecível no mercado negro.
















