A Tesla sempre foi sinónimo de potência, aceleração brutal e números de outro mundo. Mas o Cybercab afasta-se dessa filosofia. Os primeiros dados oficiosos apontam para um veículo mais leve, mais eficiente e com uma lógica completamente nova: a do custo por quilómetro.
Este modelo sempre foi desenhado para ser um robotaxi, um veículo pensado para circular sem condutor e para fazer centenas de milhares de quilómetros com o mínimo de desgaste e de consumo. Nesse contexto, ter 1.000 CV não faz sentido nenhum. O que faz sentido é ter o peso certo, a bateria certa e a eficiência certa.
Os números que surgiram na fuga de informação da EPA são reveladores: 222 CV, tração dianteira (algo raro na Tesla) e apenas 1.412 kg. Para comparação, um Model 3 pesa quase meia tonelada a mais. Isto significa que estamos perante um carro com uma filosofia mais próxima de um utilitário leve do que de um sedan desportivo.

E, no entanto, a autonomia prometida é de 673 km. É aqui que se vê a mão dos engenheiros: em vez de gastarem energia a mover muito peso e a alimentar motores enormes, concentraram-se em maximizar a distância percorrida com cada quilowatt-hora.
A sombra da condução autónoma
Claro que o grande trunfo do Cybercab nunca foi o motor, mas sim a promessa de que ele andaria sozinho. E é aqui que a história se complica. Nos últimos meses, a Tesla tem sido alvo de críticas severas sobre a fiabilidade do seu sistema FSD (Full Self-Driving). Dois senadores norte-americanos pediram à NHTSA que investigue os dados de acidentes, e a imprensa internacional tem apontado o dedo à forma como a empresa reporta (ou esconde) os incidentes.
A verdade é que, apesar desta fuga de informação, continuamos sem saber o essencial: preço, data e autonomia real.


















