A Smart voltou às origens. O novo #2, sucessor do icónico ForTwo, foi apresentado em Roma e promete agitar o segmento dos citadinos elétricos — com um trunfo inesperado: um banco corrido.
Não se iludam: continua a ser um carro para duas pessoas. Mas a secção central do banco dobra-se, criando um contínuo que dá a ilusão de um habitáculo mais largo. Os comandos dos vidros e fechos ficam nessa peça móvel, que funciona como apoio de braços. Uma solução engenhosa para maximizar o espaço num carro pensado para a cidade.
O regresso da Smart ao formato original acontece numa altura em que a marca perdeu o pé com modelos maiores e mais pesados. Agora, o #2 volta a ser pequeno — e apenas elétrico. A bateria de 35,7 kWh permite 300 quilómetros de autonomia e recarrega dos 10 aos 80 por cento em menos de 20 minutos.
No interior, o tabliet desenha um “S” e as saídas de ar lembram a Mercedes. O ecrã não é gigante, mas também não há muitos botões físicos. A Smart aposta na simplicidade.
O melhor de tudo? O preço. Estima-se que o #2 custe cerca de 20 mil euros, o que o coloca frente ao Renault Twingo e ao novo Dacia Spring. Um valor competitivo para um carro que, pela primeira vez em anos, volta a ser fiel à fórmula original: pequeno, ágil e feito para a cidade.
A apresentação oficial acontece em outubro, no Salão de Paris. As vendas arrancam em 2027. E a produção, como já é costume na Smart, será exclusivamente na China.
A grande questão é se o mercado ainda quer um citadino de dois lugares quando há elétricos maiores e mais baratos. A Smart aposta na agilidade — um círculo de viragem de apenas 6,95 metros — e no charme do design. E, desta vez, parece ter acertado na dose.





















