Xiaomi apresentou a versão profundamente renovada do SU7, um sedã elétrico que confirma a ambição da marca no setor automóvel.
A resposta do mercado foi imediata: 15 mil unidades vendidas nos primeiros 34 minutos após a apresentação, um feito que sublinha o impacto do modelo e a confiança dos consumidores na evolução tecnológica da Xiaomi.

O SU7 passou por um processo de desenvolvimento intenso ao longo dos últimos dois anos, recebendo melhorias estruturais e tecnológicas em praticamente todos os sistemas. O grupo motopropulsor, a plataforma elétrica e a capacidade de carregamento foram alvo de uma revisão completa, posicionando o modelo entre os mais avançados do segmento.
A gama de baterias foi ampliada e agora inclui packs LFP de 73 kWh e 96,3 kWh, além de uma opção ternária de lítio de 101,7 kWh. As autonomias em ciclo CLTC impressionam: 720 km, 902 km e 835 km, respetivamente. A Xiaomi destaca ainda um sistema elétrico de alta tensão, variando entre 752 V e 897 V, dependendo da versão, enquadrando o SU7 na categoria das plataformas 800 V, que permitem carregamentos mais rápidos e maior eficiência energética.

No exterior, o sedã mantém as proporções fastback que caracterizam o modelo — 4.997 mm de comprimento e 3.000 mm de distância entre eixos — mas recebe ajustes funcionais, como a integração do radar na dianteira e pneus traseiros mais largos, reforçando estabilidade e comportamento dinâmico.
Uma das mudanças mais relevantes é a dos componentes de hardware que antes eram exclusivos das versões superiores. Agora, todas as variantes incluem sistema LiDAR, radar 4D de ondas milimétricas e a poderosa plataforma de computação Nvidia Thor‑U, capaz de processar 700 TOPS e compatível com o sistema de condução assistida Xiaomi HAD. A motorização também foi uniformizada: toda a gama utiliza o motor V6S Plus, com 320 cv nas versões Standard e Pro e 690 cv na versão Max.
O interior foi redesenhado com materiais de maior qualidade e uma interface mais intuitiva. O cockpit integra um ecrã central de 16,1 polegadas, um painel de instrumentos rotativo de 7,1 polegadas e um head‑up display, todos operados pelo sistema de cockpit inteligente da Xiaomi, que agora oferece comandos de voz mais avançados.
A segurança e a integridade estrutural também foram reforçadas. O SU7 utiliza agora uma proporção maior de materiais de alta resistência, incluindo aço de 2200 MPa em zonas críticas, e passa a contar com nove airbags.
A Xiaomi introduziu ainda um sistema de abertura de portas com tripla redundância, de forma a fazer face às novas regras chinesas dos puxadores das portas embutidos elétricos, com a marca a afirmar que este novo sistema é capaz de operar mesmo em condições extremas. Para isso, a Xiaomi reforçou a proteção com uma maçaneta exterior mecânica que desbloqueia automaticamente após uma colisão. Além disso, a Xiaomi reforçou o interior do pack de baterias com novos revestimentos e blindagem adicional.

Outro destaque é o chamado “Chassi Dragão”, uma arquitetura própria da Xiaomi que combina suspensão dianteira de duplos triângulos com suspensão traseira multibraços. As versões mais equipadas acrescentam suspensão pneumática de câmara dupla, amortecimento adaptativo e sistemas de controlo preditivo baseados na leitura das condições da estrada.
Com este conjunto de melhorias, o novo SU7 não é apenas uma atualização — é uma afirmação clara da Xiaomi no competitivo mercado dos veículos elétricos, que reforça a ambição da empresa em tornar‑se um protagonista global na mobilidade elétrica.
Leia também:

















