O Governo pretende instalar mais 12 radares de velocidade média até ao final do ano e reforçar o recurso a inteligência artificial na gestão do tráfego e na prevenção de acidentes rodoviários.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, na terça-feira, 24 de março, durante a assinatura de um protocolo para reduzir a sinistralidade rodoviária, realizada nas instalações da Lusoponte, empresa responsável pelas travessias do Tejo na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama.
Segundo o governante, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) “está a concluir a avaliação dos locais onde serão instalados os novos equipamentos”. O objetivo, sublinhou, é que estes pontos de controlo sejam entendidos como instrumentos de prevenção, incentivando o cumprimento das regras de velocidade.
O governante destacou ainda o potencial da inteligência artificial para melhorar o controlo do tráfego e prevenir acidentes, revelando que decorrem contactos com a tutela da digitalização para integrar novas soluções tecnológicas.
Apesar disso, Rui Rocha frisou que a tecnologia não substitui o comportamento humano. Lembrou que um terço das mortes nas estradas está associado ao excesso de velocidade, reforçando que a mudança de atitudes continua a ser o fator mais determinante para salvar vidas.
Rui Rocha recordou que, em dezembro, o Observatório da ANSR identificou vários pontos críticos na rede viária nacional, reforçando a necessidade de medidas adicionais para reduzir o número de acidentes. “O que nós pretendemos é uma diminuição da sinistralidade”, afirmou.
O protocolo “Visão Zero – Mais Cidadania para as Estradas de Portugal”, assinado entre a ANSR e a Lusoponte, estabelece metas ambiciosas: zero vítimas mortais e zero feridos graves até 2050. Até 2030, prevê‑se uma redução de pelo menos 50% face aos números de 2019, o que implicaria limitar o número de mortes nas estradas a no máximo 313 vítimas.
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