A Toyota não apenas manteve o título de maior construtora mundial pelo sexto ano consecutivo, como também estabeleceu um novo marco histórico, com 10,54 milhões de veículos (incluindo Lexus) entregues em 2025.
Este valor representa um crescimento de 3,7% face ao ano anterior, alcançado apesar do aumento das tarifas norte-americanas para 15% e da pressão ascendente de marcas chinesas. Mas…
O desempenho da Toyota é um estudo de contrastes. Enquanto o seu volume global atinge o pico, a sua estratégia de electrificação continua a ser amplamente dominada pelos híbridos, levantando questões sobre a sua preparação para uma transição energética mais acelerada. Apesar de os modelos “electrificados” (híbridos, mild-hybrids, plug-in e elétricos a bateria) representarem já 47,4% das vendas totais, os veículos 100% eléctricos (BEV) contribuíram com menos de 200.000 unidades — uma fração mínima do crescimento global.
Onde a Toyota cresceu (e onde estagnou)
Motor Asiático: A Ásia mantém-se como a espinha dorsal da marca, com 3,29 milhões de vendas (+2,2%). Na China, o crescimento foi residual (+0,2%), sustentado pelo lançamento de novos modelos eléctricos como o bZ3X.
Estrela Norte-Americana: Foi o mercado de maior dinamismo, com um salto de 7,3% para 2,93 milhões de unidades, liderado pelos EUA (+8%).
Europa e América Latina: A Europa registou uma ligeira subida de 1,4%, enquanto a América Latina viu as vendas recuarem 3,2%.
Casa Forte: No Japão, as vendas da marca subiram 4,1%, representando 18% do seu volume global.
Nota: apesar de um crescimento percentual expressivo de 42,4%, o volume absoluto (199.137) permanece modestíssimo para uma marca deste tamanho. Apenas 4.227 desses BEVs foram vendidos no seu mercado doméstico.
















