Mais de três em cada 10 automóveis ligeiros de passageiros matriculados em Portugal nos primeiros 10 meses de 2026 são 100% elétricos. Em outubro, a quota dos veículos movidos exclusivamente a bateria atingiu quase 45%, confirmando a forte aceleração da eletrificação do parque automóvel nacional.
A transição para a mobilidade elétrica continua a ganhar força em Portugal. Entre janeiro e outubro de 2026 foram matriculados 205.507 veículos ligeiros de passageiros, dos quais 77,5% recorrem a algum tipo de motorização eletrificada, segundo dados divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
Os automóveis 100% elétricos (BEV) assumiram a liderança entre as energias alternativas, representando 30,3% do mercado nacional. Logo atrás surgem os híbridos convencionais (HEV), com uma quota de 25,4%, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) alcançaram 15,1%.
Tesla lidera entre os elétricos
O segmento dos veículos exclusivamente elétricos foi também o que mais cresceu ao longo do ano. Nos primeiros 10 meses de 2026, as matrículas de modelos movidos apenas a bateria aumentaram 50,5% face ao período homólogo de 2025.
A Tesla manteve-se como a marca mais procurada pelos portugueses neste segmento, com 9.673 unidades matriculadas, o que representa um crescimento de 62,5%. Seguem-se a BMW, com 5.552 unidades (+47,8%), e a Mercedes-Benz, que registou 4.424 matrículas, correspondendo a uma subida expressiva de 89,1%.
Só em outubro foram matriculados 7.452 veículos 100% elétricos, um aumento de 61,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Esta performance permitiu aos BEV alcançar uma quota de mercado de 44,9%, aproximando-se de metade das vendas mensais de ligeiros de passageiros.
Híbridos mantêm peso relevante
Os híbridos convencionais continuam a desempenhar um papel importante no processo de eletrificação do mercado automóvel português. Entre janeiro e outubro, este tipo de motorização registou 52.192 matrículas, mais 21,1% do que no período homólogo.
A Peugeot liderou as vendas deste segmento com 9.443 unidades matriculadas, seguida pela Toyota, com 8.466 veículos, e pela Citroën, que se destacou com um crescimento de 125,5%, atingindo 3.986 unidades.
Apesar do desempenho acumulado positivo, outubro trouxe uma inversão da tendência. As matrículas de híbridos caíram 9,3%, fixando-se em 2.761 unidades e numa quota de mercado de 16,6%.
Plug-in travam ritmo de crescimento
Os híbridos plug-in encerraram os primeiros 10 meses de 2026 com 30.948 matrículas, traduzindo um crescimento de 9,9% face ao mesmo período do ano anterior.
A Mercedes-Benz liderou o segmento com 6.631 unidades, apesar de uma quebra de 7,2%. A BMW ocupou a segunda posição, com 4.666 matrículas (-9,5%), enquanto a Volkswagen fechou o pódio com 2.922 unidades, registando uma subida de 24,2%.
No entanto, o desempenho mensal revelou sinais de desaceleração. Em outubro, as matrículas de híbridos plug-in recuaram 19,2%, terminando o mês com uma quota de mercado de 15,8%.
A evolução registada ao longo de 2026 mostra que os consumidores portugueses estão cada vez mais inclinados para soluções de mobilidade eletrificada, com os veículos 100% elétricos a assumirem um papel de destaque e a consolidarem-se como uma das principais forças de transformação do mercado automóvel nacional.
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