A Hyundai está a preparar uma nova ofensiva de modelos desportivos com o futuro Tucson N, um SUV de alta performance que deverá recorrer a uma motorização híbrida de nova geração para combinar prestações elevadas com consumos e emissões controlados.
Segundo a “Auto Express”, o modelo pretende conquistar clientes tanto no segmento dos SUV médios premium como entre os entusiastas dos compactos desportivos.
No centro do projeto está um novo sistema híbrido desenvolvido com foco no desempenho, uma abordagem distinta das soluções eletrificadas tradicionalmente orientadas para a eficiência. A tecnologia deverá combinar um motor a gasolina turboalimentado com motores elétricos e baterias capazes de reforçar a potência, sobretudo nos modos de condução mais desportivos da divisão N.
Joon Park, vice-presidente do Grupo de Gestão N da Hyundai, revelou à “Auto Express” que a marca pretende continuar a explorar soluções para além dos veículos totalmente elétricos e dos modelos convencionais com motor de combustão. “Não estamos limitados aos veículos elétricos. Queremos levar os automóveis com motor de combustão a um novo patamar. Procuramos veículos mais leves, mais ágeis, mais dinâmicos e mais emocionantes de conduzir.”
As previsões apontam para potências entre 305 cv e 355 cv, acompanhadas por um sistema de tração integral. O futuro Tucson N deverá ainda beneficiar de suspensão adaptativa, travões reforçados e jantes e pneus de maiores dimensões, com o objetivo de elevar a dinâmica de condução sem comprometer o conforto na utilização diária.
Mais do que um novo modelo, o Tucson N poderá representar o início de uma nova era para a divisão desportiva da Hyundai. De acordo com a publicação britânica, a tecnologia híbrida de elevado desempenho deverá ser posteriormente aplicada a outros modelos da gama N, incluindo futuras gerações de modelos compactos como o Kauai e o i20.
Com esta estratégia, a Hyundai procura garantir a continuidade da emoção ao volante numa fase de transição energética, apostando na eletrificação como aliada do desempenho em vez de a encarar apenas como uma ferramenta de redução de consumos e emissões.
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